• CORONAVÍRUS NA SERRA:
  • 33.518 casos
  • 683 mortes
  • 32.183 curados
26.3 C
Serra
segunda-feira, 18 janeiro - 2021
  • CORONAVÍRUS NA SERRA:
  • 33.518 casos
  • 683 mortes
  • 32.186 curados

A Findes e o pires na mão

Leia também

Técnica de enfermagem, de 55 anos, será a primeira capixaba vacinada contra Covid-19

Iolanda Brito, de 55 anos, será a primeira capixaba que receberá a vacina contra o coronavírus. Ela receberá sua...

Com ajuda da Polícia Militar, prefeitura impede invasão de área da Vale na Serra

O que poderia ser mais uma invasão de terra na Serra foi impedida no último domingo (17) numa ação...

Sem água há 3 dias, moradores da Serra se revoltam e protestam contra a Cesan

Após passar por mais de três dias sem receber uma gota de água nas suas residências, moradores do bairro...
Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
O Tempo Novo é da Serra. Fundado em 1983 é um dos veículos de comunicação mais antigos em operação no ES. Independente, gratuito, com acesso ilimitado e ultra regionalizado na maior cidade do Estado.

Por Bruno Lyra

Questionada sobre os impactos da redução da produção da Vale ao parque industrial capixaba, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) disse, na última semana, que as operações da mineradora estão normalizadas no estado.

A declaração contrasta com informação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou recuo de 9,7 % na produção industrial capixaba em fevereiro. Foi o maior recuo do país entre os estados analisados. E, conforme o próprio IBGE, a queda foi resultado do rompimento da barragem de Brumadinho e a subsequente paralisação de dezenas de outras lavras da mineradora em Minas Gerais, por conta do risco de novos rompimentos.

Aliás, o estado mineiro também sofreu recuo de 4,7% em fevereiro. Para o IBGE, o tombo no Espírito Santo foi maior, porque o estado tem indústria menos diversificada; portanto, mais dependente do arranjo minero-siderúrgico puxado pela Vale.

A afirmação da Findes está na contramão de todas as leituras. Soa como um otimismo por osmose ou hábito que, além de prejudicar visão sobre mudanças no setor minero-siderúrgico, escancara a profunda dependência da modesta indústria local em relação a esse arranjo.

A mesma Findes que abrigou, em seus quadros, Ricardo Vescovi, ex-presidente da Samarco (Vale + BHP Billiton) à época do estouro da barragem em Mariana, episódio que afetou profundamente o ES, derrubando em quase 10% o PIB do Estado. 

A Federação tem o vício de ler o Espírito Santo com a lente dos chamados grandes projetos. Os capixabas não são donos de grandes indústrias e esperam, de pires na mão, o que elas podem dar. Talvez isso explique o viés do discurso.

Esses mesmos capixabas assistem passivamente ao aprofundamento de desigualdades regionais. Agora que os municípios capixabas poderão receber royalties da mineração, a maior parte deverá ficar com Vitória. A capital exerce uma espécie de “pirataria tributária” em Tubarão, devorando impostos municipais nos dois portos do complexo, das oito usinas de pelotização da Vale. E ainda pega metade dos tributos da Arcelor Mittal, que está na Serra.

Está nebuloso o cenário para a economia do Espírito Santo – e da Serra – nos próximos meses, quiçá anos. Para completar o drama, a conjuntura econômica e política nacional seguem instáveis.           

Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
O Tempo Novo é da Serra. Fundado em 1983 é um dos veículos de comunicação mais antigos em operação no ES. Independente, gratuito, com acesso ilimitado e ultra regionalizado na maior cidade do Estado.

VOCÊ TAMBÉM PODE LER

CONTEÚDO PATROCINADO

close-link
close-link
error: Não copie! Compartilhe o conteúdo!