Vidigal diz que Audifax não investiu todo o dinheiro vindo de Bolsonaro para enfrentar coronavírus

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Vidigal será diplomado junto com os vereadores. Foto: Ana Paula Bonelli | Jornal Tempo Novo
Vidigal concedeu entrevista ao Tempo Novo. Foto: Ana Paula Bonelli | Jornal Tempo Novo

O TEMPO NOVO entrevistou o prefeito eleito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT). Durante a conversa, que durou aproximadamente 45 minutos, ele apresentou suas ideias e projetos para os próximos quatro anos da Prefeitura da Serra. A reportagem decidiu fatiar a entrevista em várias matérias para facilitar a visualização do conteúdo ao leitor. Nesta, trataremos sobre Vidigal ter afirmado que o atual chefe do Executivo, Audifax Barcelos (Rede), não investiu todo o dinheiro repassado pelo Governo Bolsonaro para enfrentamento à Covid-19. Ele também destacou que pretende realizar uma testagem em massa na população.

De acordo com Vidigal, o Município – que é um dos mais afetados pela pandemia no Espírito Santo – não conseguiu investir todos os repasses enviados pelo Ministério da Saúde para combater a doença na cidade. “Eu não posso te informar o total, mas a Prefeitura da Serra não conseguiu utilizar o recurso que foi enviado pelo Governo Federal para a Covid-19. A cidade poderia ter acelerado isso, até para disponibilizar testes”, afirmou o prefeito eleito.

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Ainda de acordo com Vidigal, se tivesse tido mais testes, haveria um menor número de mortes, que hoje chegam a 608 somente na Serra. “Se tivesse uma disponibilidade de testes em maior quantidade nós teríamos reduzido o gasto com o Auxílio Emergencial, teria reduzido o número de pessoas que foram a óbitos. Os testes são fundamentais neste momento e haverá um aumento da testagem”, destacou.

O TEMPO NOVO procurou a Prefeitura da Serra para confirmar as informações sobre o não uso do dinheiro recebido pelo Governo Federal, mas a Secretaria de Comunicação não quis se manifestar sobre o assunto. No entanto, uma matéria publicada pelo portal de notícias A Gazeta, mostra que, no total, o Município deve receber R$ 62 milhões de ajuda do Governo Federal somente neste ano para uso livre.

Para a área da saúde, esse valor chega aos R$ 7 milhões. Não é possível afirmar quanto foi gasto pela administração de Audifax, já que o envio do dado foi negado pela assessoria de imprensa. O espaço está aberto e o texto pode ser atualizado, caso a prefeitura decida se pronunciar.

Vidigal diz que lockdown é equívoco e prevê vacina na Serra até março de 2021

Ainda de acordo com Vidigal, a medida de fechamento dos estabelecimentos comerciais por um longo período, além da ideia de um possível lockdown foi um equívoco. O prefeito eleito ainda entende que os comerciantes menores foram os que mais sofreram, enquanto grandes setores – como o supermercadista – continuaram arrecadando recursos. Entretanto, ele salientou que os protocolos de segurança são e continuarão sendo necessários.

“Nós iremos seguir os nossos protocolos. Acho que é um equivoco esse lockdown que foi proposto lá atrás. Porque você deixa supermercado funcionando corretamente com uma quantidade imensa de pessoas e de repente você manda fechar a loja do microempreendedor. E essa foi a população que mais sofreu. O setor de bebida e alimentação não sofreu. (…) Acho que houve muito excesso. Não só aqui no estado, mas de forma geral em relação a pandemia.”, afirmou Vidigal durante a entrevista.

Sobre a vacinação contra o coronavírus, ele confirma que isso irá ajudar na redução de óbitos, infectados e nos impactos gerais da pandemia. Diz ainda acreditar que doses começarão a ser distribuídas à população até março de 2021. “Eu creio que a vacina estará disponível no primeiro trimestre deste ano. Eu acho que a vacina nos ajudará muito”, destacou.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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