Vale tem que pagar indenização por uso ilegal de arma de fogo

Compartilhe:
O valor da indenização que a Justiça determinou é de R$ 70 mil. A Vale recorreu, mas perdeu. Foto: Divulgação
O valor da indenização que a Justiça determinou é de R$ 70 mil. A Vale recorreu, mas perdeu. Foto: Divulgação
O valor da indenização que a Justiça determinou é de R$ 70 mil. A Vale recorreu, mas perdeu. Foto: Divulgação

R$ 70 mil. Esta é a indenização que a Vale S.A terá de pagar para um vigilante condenado criminalmente a dois anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT-ES) de que houve negligência da empresa de segurança Estrela Azul, que não fez a renovação da licença de autorização para uso da arma, de sua propriedade.

Receba as notícias mais importantes do dia no grupo de WhatsApp do Tempo Novo

Contratado pela Estrela Azul, empresa de vigilância, segurança e transportes de valores, o vigilante trabalhava armado nas escoltas da Vale. Durante uma blitz, em novembro de 2005, foi abordado por policial federal que constatou que a autorização para o porte de armas estava vencida e em desacordo com determinação legal. Apesar de afirmar durante interrogatório que a arma pertencia à empresa e de estar uniformizado no dia da ocorrência, o trabalhador foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto e ao pagamento de multa.

Condenada pelo TRT-ES a responder subsidiariamente pela condenação por dano moral, a Vale recorreu da decisão ao TST alegando que nunca foi empregadora do vigilante. Mas para o ministro João Oreste Dalazen, relator do processo, a companhia tinha o dever de fiscalizar a execução do contrato de prestação de serviços. Ele também não conheceu do recurso que pedia a redução do valor da indenização.

O relator assinalou que o empregado foi preso e condenado por culpa da empresa de segurança, que deixou de cumprir a Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, e por culpa da Vale, que deixou de fiscalizar a execução do contrato de prestação de serviços.

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

Leia também