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Terremoto atinge cidade do ES e chama atenção de todo o Brasil

O terremoto atingiu uma cidade do Espírito Santo e ganhou repercussão em todo o Brasil.
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Terremoto em cidade do ES Tremor de terra
O terremoto atingiu uma cidade do Espírito Santo. Crédito: Divulgação
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Um terremoto atingiu o Espírito Santo no último sábado (20). O tremor ocorreu nas proximidades de Piúma, no Litoral Sul do Estado, e alcançou magnitude 2,1, segundo centros de monitoramento sísmico.

O abalo aconteceu às 14h12 e não deixou feridos nem provocou danos materiais. Mesmo assim, o registro chamou atenção porque o Espírito Santo não registra tremores de terra com frequência.

Estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) captaram a ocorrência, e o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) analisou os dados. De acordo com as informações preliminares, o tremor teve magnitude de 2,13 na Escala Richter.

O tremor de terra também ganhou repercussão nacional após veículos de notícias de fora do Espírito Santo divulgarem o tremor. Com isso, leitores de outros estados passaram a comentar o abalo registrado no litoral capixaba.

Tremor de terra no ES

Especialistas explicam que terremotos abaixo de magnitude 3 entram na categoria de pequenos eventos sísmicos. Em geral, eles liberam pouca energia e raramente causam estragos.

Mesmo assim, algumas pessoas podem perceber o abalo, principalmente quando ele acontece perto de áreas habitadas, em baixa profundidade ou em momentos de silêncio.

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Segundo a geóloga Luiza Bricalli, doutora em Geologia e coordenadora do Laboratório de Neotectônica e Sismologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), tremores desse tipo costumam ser fracos. No entanto, quem está próximo ao epicentro pode sentir o movimento.

“Eventos abaixo de magnitude 3,0 geralmente são considerados pequenos e raramente causam danos. Em alguns casos, o tremor pode ser sentido por pessoas que estão em repouso, em ambientes silenciosos ou próximas ao epicentro”, afirmou a pesquisadora.

Profundidade ainda pode mudar

No registro da USP, a profundidade do tremor aparece como 0 quilômetro. Porém, isso não significa que o terremoto tenha ocorrido exatamente na superfície.

Especialistas explicam que essa informação aparece quando o sistema ainda não tem dados suficientes para calcular a profundidade exata do abalo. Por isso, os pesquisadores classificam o evento como um tremor raso.

A USP também informou que os dados ainda são preliminares. Portanto, especialistas responsáveis pelo monitoramento podem revisar as informações.

Espírito Santo já registrou mais de 40 terremotos

O tremor em Piúma passa a integrar a lista de abalos sísmicos catalogados no Espírito Santo. Segundo levantamento do Laboratório de Neotectônica e Sismologia da Ufes, o Estado soma mais de 40 terremotos registrados em pouco mais de 250 anos.

O primeiro registro conhecido ocorreu em 1767. Desde então, diferentes regiões capixabas já tiveram ocorrências de baixa e média intensidade.

Antes do abalo em Piúma, o último tremor de terra no Espírito Santo ocorreu em julho de 2021, em Pancas, no Noroeste do Estado. Na ocasião, a magnitude chegou a 1,4.

Maior terremoto do ES aconteceu em 1955

Embora a maioria dos tremores capixabas tenha baixa intensidade, o Espírito Santo já enfrentou um terremoto bem mais forte no passado.

O caso mais conhecido aconteceu em 28 de fevereiro de 1955. O abalo alcançou magnitude estimada em 6,1 e entrou para a história como o maior terremoto já registrado no Estado.

Na época, moradores relataram móveis balançando, objetos caindo e rachaduras em imóveis. Pessoas de várias cidades capixabas sentiram o tremor, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Mais recentemente, em 2020, moradores da Grande Vitória também relataram um abalo com epicentro na região de Maruípe, em Vitória. Naquele mesmo ano, sismógrafos também registraram tremores em Ecoporanga, no Norte do Estado, e em áreas do litoral capixaba.

Por que terremotos acontecem no Brasil?

Mesmo longe das bordas das placas tectônicas, o Brasil também registra tremores de terra. No entanto, como o país fica no interior da Placa Sul-Americana, grandes terremotos acontecem com pouca frequência.

Segundo especialistas, pressões geológicas na crosta terrestre e antigas falhas geológicas ajudam a explicar os abalos registrados no território brasileiro.

A Rede Sismográfica Brasileira informa que tremores de baixa magnitude ocorrem quase todas as semanas no país. Porém, a população não sente a maior parte desses eventos.

No caso de Piúma, o terremoto teve baixa intensidade e não ofereceu risco à população. Ainda assim, o registro reforça a importância do monitoramento sísmico no Espírito Santo.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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