Sindicato diz que demissões prejudicam combate a dengue

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Segundo a Prefeitura, em 2017 foram quase 800 notificações de dengue na Serra. Foto: Divulgação

 

Gabriel Almeida

A chegada da época das chuvas aumenta a proliferação do mosquito aedes aegypti, que além da dengue, agora transmite chikungunya e o zika vírus. Mas o trabalho de combate ao mosquito pode estar prejudicado na Serra, aponta o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde no ES (Sindsaúde).

É que segundo um dos diretores da entidade, Jovânio Barbosa, as demissões de 26 agentes de endemias e quatro de saúde fragilizam a atuação do município. “O quadro de funcionários que já era pequeno agora está super reduzido. A Serra deveria ter no mínimo uns 200 agentes de endemias. O combate que estava ruim vai ficar ainda pior”, avalia.

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Porém, seis dos 26 agentes de endemias demitidos, conseguiram sua reintegração através de Justiça.  E a Prefeitura, por sua vez, garante que o quadro atual de servidores dá conta da demanda, apesar de não revelar quantos agentes possui a disposição.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, este ano já foram realizadas 18 mil inspeções e a Serra possui mais de 1,1 mil armadilhas ativas para captura do aedes aegypti. A assessoria diz que o município é o que tem o maior número de armadilhas no ES. 

Ainda segundo a prefeitura, o município também conta com o combate de bombas costais para pulverização e tratamento de valas, além das visitas a domicílio e a locais estratégicos – borracharias, floriculturas, ferro-velho – a cada 15 dias.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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