O Shake Shack vem para o Brasil. A rede americana, que nasceu como um carrinho de cachorro-quente num parque de Nova York, fechou acordo com a Bold Hospitality, dona do Outback no país, para abrir 40 restaurantes até 2036. A primeira unidade do Shake Shack no Brasil será em São Paulo, em 2027.
O anúncio saiu no dia 7 de outubro. Além do Outback, a Bold controla no Brasil as redes Abbraccio e Aussie e projeta fechar 2026 com 217 restaurantes em 22 estados e no Distrito Federal. Mauro Guardabassi, atual diretor de operações do grupo, assume a presidência do Shake Shack Brasil.
O que vai ter no cardápio do Shake Shack no Brasil
A empresa promete reproduzir aqui a experiência das lojas americanas. O carro-chefe será o ShackBurger, ao lado do Chicken Shack, das batatas onduladas e do frozen custard, o sorvete cremoso típico da casa. A rede também vai desenvolver itens para o público brasileiro e trabalhar com fornecedores locais.
Quanto custa o hambúrguer do Shake Shack
A Bold ainda não divulgou preços. Nos Estados Unidos, o ShackBurger simples custa entre cerca de US$ 7 e US$ 10, conforme a cidade, segundo levantamentos de cardápio. Em Nova York, onde tudo é mais caro, passa de US$ 10. Com o dólar a R$ 5,05 nesta segunda, isso equivale a algo entre R$ 35 e R$ 53, só pelo sanduíche.
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Com batata e milk-shake, a conta lá fora fica entre US$ 18 e US$ 25, ou seja, de R$ 91 a R$ 126. O preço final aqui, porém, vai depender de impostos, custos locais e da estratégia da Bold. Por isso, a conversão serve apenas como referência.
No México, a estreia teve fila de horas
A América Latina já conhece o fenômeno. O Shake Shack chegou ao México em 2019, com a primeira loja na Avenida Reforma, na Cidade do México. Na inauguração, centenas de pessoas esperaram até duas horas na fila. O Burger King aproveitou a cena para provocar a rival e distribuiu refrigerantes e cupons a quem aguardava.
Hoje a rede está há sete anos no México e se prepara para entrar também no Panamá.
Ainda não há data para outras capitais brasileiras. Para quem mora fora de São Paulo, a espera pode ser longa: o plano prevê 40 lojas ao longo de dez anos.