Serrana de 84 anos voa de parapente pela primeira vez

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Serrana de 84 anos voa de parapente pela primeira vez
Henriqueta com o instrutor Marcelo Rátis. Foto: Divulgação

Clarice Poltronieri

Ter 84 anos, três safenas e diabetes não é impedimento para voar. Pelo menos para a moradora de Jardim Limoeiro, Henriqueta Winkelmann, que realizou seu sonho no último dia 25, uma vontade antiga e voou de parapente pela primeira vez na rampa de voo livre de Alfredo Chaves.

E o desejo de voar, que é antigo, contaminou toda família. “Desde criança sonho que caminho no ar até começar a voar. Há três anos fui a Guarujá, em São Paulo, e vi o pessoal voando. Na hora eu disse que se não estivesse de vestido, voaria. Os meus filhos falaram que eu estava doida, mas voltei de lá com esse sonho”, conta Henriqueta.

Depois do episódio, o filho de Henriqueta, Artur Ewaldo Winkelmann, começou a fazer aulas de voo livre nas Falésias, em Nova Almeida, aumentando o desejo da mãe. “A família começou a me acompanhar nos voos e todo mundo se contagiou”, narra.

Mas para quem pensa que foi fácil, Henriqueta só conseguiu decolar após a terceira tentativa. “Na primeira e na segunda vez, não deu. E desta vez ameaçou chover e eu pensei ‘Se não der agora, é porque Deus não quer’. Esperei duas horas e o tempo abriu”, comemora.

Para ela, a sensação de adrenalina é maravilhosa. “Só tive medo de tropicar na decolagem, mas a sensação é boa demais. Você sente vontade de rir e de chorar. Passando perto da cachoeira dá vontade de encostar nela. Foi lindo! Quis ir mais alto e demorar mais, mas o instrutor disse que eu só podia voar 10 minutos por causa da idade e por ser minha primeira vez”, descreve.

Henriqueta é uma senhora ativa, apesar de ter diabetes, problemas na tireóide, enxergar com apenas uma vista, ter três safenas no coração e uma na mamária. Ela está habituada a viajar sozinha de avião, além de cuidar de duas bisnetas, uma de seis e outra de quatro anos.

No condomínio onde vive, subia e descia diariamente os 11 andares de escada, mas o médico pediu que fizesse apenas caminhadas e hoje ela dá 22 voltas por dia no pátio.

Da família de Henriqueta, já voaram os dois filhos, dois netos e duas bisnetas e a turma se prepara para a próxima aventura, com todos juntos.

A filha da ‘jovem’ idosa, Alice Norma Wilkeman, credita a realização do sonho da mãe à confiança que eles têm no instrutor Marcelo Rátis. “Até minha neta de quatro anos voou com ele”, diz Alice. O contato de Marcelo é 99929-2499.

 

 

 

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