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Rotatória do Ó vai virar bosque urbano com ipês, árvores frutíferas e mais de 1.200 mudas 

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De gramado vazio a bosque: projeção mostra como pode ficar a Rotatória do Ó com arborização. Imagem produzida pelo Tempo Novo com uso de IA e sem caráter oficial.
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Um dos pontos mais movimentados da Serra, a Rotatória do Ó, em Laranjeiras, vai passar por uma transformação verde nos próximos meses. A área, que hoje é ocupada por um grande gramado sem uso efetivo, está inserida no plano da Prefeitura para criação de um bosque urbano com mais de 1.200 árvores.

O projeto faz parte do Plano Municipal de Arborização Urbana, a qual o Tempo Novo teve acesso, e prevê o plantio de 10 mil mudas em toda a cidade ao longo de um ano, com investimento estimado em mais de R$ 6,4 milhões. Projeto que já começou a ser executado.

Ponto estratégico da cidade

A Rotatória do Ó é considerada um dos principais entroncamentos viários da Serra. O local conecta importantes vias, como a antiga BR-101 (atual Av. Mestre Álvaro) via Avenida Eldes Scherrer Souza, a ES-010 via Avenida Paulo Pereira Gomes. Ou seja, funcionando como ligação entre a região litorânea e a parte continental do município.

Com fluxo intenso de veículos ao longo de todo o dia, o espaço se tornou um ponto estratégico, mas ainda pouco aproveitado do ponto de vista social e urbanístico.

Hoje, a área é marcada por um grande campo aberto, sem estrutura de lazer ou utilização como espaço público qualificado.

De gramado vazio a bosque urbano

A proposta da Prefeitura é transformar a rotatória em um ambiente arborizado, com foco em paisagismo, conforto térmico e valorização urbana.

No local, está previsto o plantio de 1.248 árvores, com uma combinação de espécies de médio e grande porte.

A ideia é criar um bosque com:

  • Árvores frondosas, que geram sombra
  • Espécies frutíferas
  • Árvores com flores para embelezamento da paisagem

Além do impacto visual, o espaço deve funcionar como área de contemplação e contribuir para a presença de aves e pequenos animais na região.

Espécies variadas e nativas

Entre as espécies previstas para o plantio estão:

  • Ipê amarelo e ipê roxo
  • Pau-brasil
  • Jequitibá
  • Sibipiruna
  • Flamboyant
  • Pitanga, jaboticaba e acerola
  • Caju e cambuci

Também estão incluídas espécies como angelim, pau-ferro, ingá, cedro e outras árvores típicas da Mata Atlântica.

A diretriz do projeto prevê que a maior parte das mudas seja de espécies nativas, favorecendo a biodiversidade e a adaptação ao ambiente urbano.

Menos calor e mais qualidade de vida

Segundo a justificativa do projeto, a arborização urbana tem impacto direto no dia a dia da população.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da temperatura no entorno
  • Diminuição das chamadas ilhas de calor
  • Melhoria da qualidade do ar
  • Redução da poluição sonora

Além disso, áreas verdes estão associadas à redução do estresse e ao aumento do bem-estar.

Projeto faz parte de plano maior

A intervenção na Rotatória do Ó integra um plano mais amplo de arborização que prevê o plantio de milhares de árvores em diferentes avenidas da cidade.

As mudas utilizadas terão mais de 4 metros de altura e espessura mínima de 2,5 cm, o que aumenta as chances de adaptação e crescimento no ambiente urbano.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é jornalista, publisher e sócio-diretor do Jornal Tempo Novo, veículo fundado em 1983 na Serra (ES) e referência na cobertura da Serra e da Grande Vitória. Conduziu a transformação digital do jornal, que em 2025 foi eleito o melhor site estadual de notícias no Brasil Publisher Awards. No portal, assina a coluna Mestre Álvaro, com análises sobre política, economia, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, sempre com leitura crítica dos fatos e apoio em dados. Formado em Administração pela Ufes, é autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024). Recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins e a Comenda Augusto Ruschi, da Assembleia Legislativa do ES, e a Comenda Nelson Mandela, da Câmara Municipal da Serra. Com leitura crítica dos fatos e uso de dados públicos, acompanha de perto a gestão municipal, as eleições e os temas que mexem com o dia a dia de quem vive na Serra. É autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024), uma reconstituição jornalística da trajetória do município.

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