Um robô humanoide já limpa casas em São Francisco, nos Estados Unidos, por US$ 30 a hora. O serviço é oferecido pela startup Tau Robotics e começou a funcionar em julho, por enquanto apenas para clientes convidados.
A empresa promete tarefas como aspirar o chão, limpar bancadas, tirar o lixo e organizar objetos espalhados pela casa. Segundo o site da Tau Robotics, dois robôs trabalham juntos em cada atendimento, e cada hora de serviço custa US$ 30 por unidade.
Apesar da aparência autônoma, o robô humanoide não age sozinho. Um operador humano controla a máquina remotamente, de um centro de comando, com apoio de inteligência artificial. O próprio CEO e cofundador da empresa, Alex Koch, confirmou a limitação à ABC News: a tecnologia atual ainda não permite que um robô humanoide funcione de forma totalmente independente.
Como funciona o robô que limpa casas
Os robôs também têm restrições físicas. Eles não sobem escadas sozinhos e dependem de técnicos que acompanham cada movimento por óculos de realidade virtual, prontos para intervir se algo sair do controle. Por isso, especialistas preferem chamar o sistema de teleoperado com apoio de inteligência artificial, e não de robô autônomo.
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Ken Goldberg, professor de engenharia da Universidade da Califórnia em Berkeley, levantou dúvidas sobre a real eficiência da tecnologia. Segundo ele, vídeos de divulgação costumam esconder detalhes importantes, como o preparo prévio do ambiente ou a intervenção constante de um humano por trás da máquina.
Mesmo assim, a procura já é grande. De acordo com Koch, o interesse inicial pelo serviço superou as expectativas da empresa, ainda que o acesso continue restrito a São Francisco e funcione por lista de espera.
Robô humanoide é parte de um plano maior
A limpeza doméstica é apenas o primeiro passo da Tau Robotics. A empresa, fundada em 2024, também usa o serviço como forma de coletar dados reais para treinar a inteligência artificial que comanda seus robôs. A meta declarada é alcançar, no futuro, uma operação totalmente autônoma, sem necessidade de um humano no comando.
Os planos da startup não param na faxina. Segundo reportagens do setor, a empresa já estuda expandir a atuação dos robôs para pequenos reparos domésticos e cuidados com idosos, embora ainda sem data definida.
Por enquanto, o preço de US$ 30 por hora chama atenção por ficar abaixo da média cobrada por diaristas em São Francisco, uma das cidades mais caras dos Estados Unidos. Resta saber se a tecnologia vai se popularizar, ou se vai continuar dependendo de um humano escondido por trás da máquina.