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Polícia identifica trio envolvido em morte de pastor; um dos suspeitos foi assassinado na Serra

Três suspeitos foram identificados. Um deles já estava preso e outro foi assassinado em Central Carapina, na Serra.
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pastor assassinado
O crime aconteceu em julho de 2024, no bairro Areinha, em Viana. Crédito: Divulgação
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A Polícia Civil identificou três homens envolvidos na morte de um pastor e de um ajudante de pedreiro. Além disso, um terceiro homem ficou ferido durante o ataque a tiros.

O crime aconteceu em julho de 2024, no bairro Areinha, em Viana. Na ocasião, criminosos chegaram a uma casa em obras e abriram fogo contra as vítimas. 

As vítimas fatais foram o pastor Tiago Carlotti, de 35 anos, e Maciel Oliveira, de 29 anos. Tiago também trabalhava como pedreiro. Já Maciel atuava como ajudante de pedreiro.

Enquanto isso, um jovem de 24 anos também estava próximo ao imóvel. Os criminosos atiraram contra ele, mas o rapaz conseguiu escapar com vida.

Segundo a Polícia Civil, três homens participaram diretamente do crime. Atualmente, um deles está preso. Os outros dois morreram meses depois. Um desses suspeitos acabou assassinado em Central Carapina, na Serra.

Alvo dos criminosos era ajudante de pedreiro

A investigação apontou Maciel Oliveira como principal alvo dos atiradores.

Na época, integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV) enfrentavam uma disputa interna. O conflito envolvia, principalmente, o controle do tráfico de drogas em algumas regiões.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Maciel mantinha amizade com Marcelinho do Vale do Sol, apontado pela polícia como uma antiga liderança da facção.

Mesmo após mudanças no comando do grupo, Maciel continuou repassando informações para Marcelinho. Por isso, integrantes que assumiram a liderança teriam decidido atacá-lo. 

Depois disso, os criminosos descobriram que Maciel trabalhava em uma obra no bairro Areinha. Então, eles foram até o endereço para matá-lo.

Pastor morreu após presenciar ataque

O pastor Tiago Carlotti também estava no imóvel quando os atiradores chegaram.

No entanto, segundo a Polícia Civil, ele não era o alvo inicial do grupo.

Os investigadores acreditam que os criminosos decidiram matar Tiago porque ele poderia reconhecer os autores. Dessa forma, a polícia trata a morte do pastor como uma possível queima de arquivo.

Além disso, o delegado afirmou que Tiago não tinha antecedentes criminais.

O pastor também ajudava pessoas envolvidas com drogas. Conforme a investigação, ele oferecia oportunidades de trabalho para tentar afastá-las da criminalidade.

Maciel, inclusive, trabalhava com ele na obra no dia do ataque. 

Homem escapa depois que arma trava

Um terceiro homem também estava próximo ao local.

Quando os disparos começaram, ele tentou correr. Ainda assim, os criminosos conseguiram acertá-lo.

Em seguida, um dos atiradores se aproximou e tentou atirar novamente contra o rosto da vítima. Porém, a arma travou.

Com isso, o homem conseguiu continuar a fuga. Mesmo ferido, ele se jogou de um barranco e permaneceu escondido até receber socorro.

Segundo a Polícia Civil, o ataque poderia ter terminado com três mortes caso a arma tivesse funcionado. 

Polícia identifica três envolvidos no crime

Após reunir depoimentos e relatórios de investigação, a Polícia Civil chegou a três suspeitos.

Os investigadores apontaram Jeferson, conhecido como “Dumbo”, como motorista do grupo.

Já Arthur Maurício Pinto e Gabriel, conhecido como “Boquela”, teriam efetuado os disparos.

Além disso, o trio utilizou um Volkswagen Gol branco com placa clonada durante o ataque.

Suspeito foi morto em Central Carapina, na Serra

Dois integrantes do grupo morreram meses depois do crime.

Gabriel, conhecido como “Boquela”, morreu após sofrer vários tiros no bairro Soteco, em Viana, em janeiro de 2025.

Poucos dias depois, Arthur Maurício Pinto também morreu a tiros. O crime aconteceu no dia 17 de janeiro de 2025, em Central Carapina, na Serra. Arthur também era conhecido como “Jhon” ou “Xará”.

Segundo o delegado, a morte de Gabriel tinha relação com o tráfico de drogas.

Por outro lado, a Polícia Civil não confirmou se o assassinato de Arthur, na Serra, teve ligação direta com a morte do pastor.

Como o crime contra Arthur aconteceu na Serra, outra unidade policial ficou responsável pela investigação. 

Terceiro suspeito já estava preso

Jeferson, conhecido como “Dumbo”, já cumpria prisão por outros crimes.

Segundo a Polícia Civil, ele respondia por tráfico de drogas, associação ao tráfico e porte ilegal de arma.

Depois de ouvir novas testemunhas, os investigadores conseguiram reunir elementos que também ligaram Jeferson ao duplo homicídio.

Por isso, a Polícia Civil pediu uma nova prisão preventiva contra ele. A Justiça aceitou o pedido.

Agora, Jeferson também responde pelas duas mortes e pela tentativa de homicídio.

Durante o interrogatório, ele preferiu permanecer em silêncio. 

Por fim, a Polícia Civil acredita que alguma liderança criminosa autorizou o ataque. No entanto, os investigadores não conseguiram identificar um possível mandante.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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