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Após 117 anos de história, fábrica centenária de doces fecha as portas e demite todos os funcionários

Fábrica centenária de doces fecha as portas após 117 anos de história.
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Fábrica de doces
Fábrica centenária de doces fecha as portas após 117 anos de história. Crédito: Divulgação
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Uma tradicional fabricante de doces encerrou a produção em uma de suas unidades após mais de um século de história empresarial. A decisão colocou fim às atividades industriais no local e provocou a demissão de aproximadamente 80 trabalhadores.

A fábrica pertence à Pearson’s Candy Company, companhia criada em 1909 e responsável por marcas de confeitaria que atravessaram diferentes gerações. Em 2026, a empresa completou 117 anos desde sua fundação.

A unidade que chegou ao fim funcionava em St. Paul, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. A produção foi encerrada em 28 de setembro, eliminando também os empregos diretamente vinculados à operação.

Segundo informações divulgadas sobre a decisão, a companhia enfrentava custos elevados para manter a fábrica funcionando. O aumento das despesas operacionais, a alta das matérias-primas e a necessidade de modernizar equipamentos e instalações pesaram na escolha pelo fechamento.

Fábrica de doces funcionava havia quase sete décadas

A Pearson’s Candy Company surgiu no início do século passado, mas passou a operar na fábrica de St. Paul somente décadas depois.

A empresa transferiu sua produção para o endereço em 1959. Assim, a unidade permaneceu em atividade durante aproximadamente 67 anos antes de encerrar definitivamente as operações.

Durante esse período, a fábrica produziu alguns dos doces mais conhecidos da companhia e acompanhou diferentes fases da indústria de confeitaria norte-americana.

Entretanto, a estrutura antiga passou a exigir investimentos cada vez maiores. A empresa teria que desembolsar recursos para atualizar as instalações justamente em um momento de aumento dos custos de produção.

Diante desse cenário, os responsáveis pela operação decidiram interromper a fabricação, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Fechamento provoca demissão de todos os funcionários

O encerramento não atingiu apenas a linha de produção. Todos os cargos ligados à fábrica também foram eliminados.

Cerca de 80 profissionais perderam seus empregos. Entre eles estavam trabalhadores das áreas de fabricação, embalagem, logística, manutenção, controle de qualidade, tecnologia e outros setores necessários para manter a unidade funcionando.

Parte da equipe era representada pelo sindicato Bakery, Confectionery, Tobacco Workers and Grain Millers International Union, Local 22.

Com o fechamento, trabalhadores que participaram durante anos da produção dos tradicionais doces da empresa deixaram definitivamente a unidade.

O último dia de fabricação, portanto, também marcou o fim de uma trajetória industrial de quase sete décadas naquele endereço.

Fábrica de doces começou como negócio familiar

A história da Pearson’s começou muito antes da instalação da fábrica que agora fechou.

Em 1909, P. Edward Pearson criou um negócio de distribuição de produtos de confeitaria ao lado de seus quatro irmãos. Posteriormente, a família decidiu ampliar as atividades e começou a produzir os próprios doces.

A companhia apresentou alguns dos produtos que se tornariam símbolos da marca ainda nas primeiras décadas de funcionamento.

Em 1912, a empresa lançou o Nut Goodie. Já em 1933, chegou ao mercado o Salted Nut Roll, doce feito com ingredientes como caramelo e amendoim salgado.

Os produtos ganharam espaço entre os consumidores e ajudaram a sustentar a expansão da fabricante.

Décadas depois, em 1959, a operação chegou à fábrica de St. Paul, endereço que permaneceria ligado à empresa durante os 67 anos seguintes.

Doces poderão continuar sendo vendidos

O fechamento da unidade, no entanto, não significa necessariamente o desaparecimento das marcas da Pearson’s.

A Promise Confections, responsável pela operação, passou a avaliar possibilidades para manter parte dos produtos no mercado mesmo sem a antiga fábrica.

Uma das alternativas envolve contratar outra indústria para fabricar os doces. Dessa forma, um parceiro poderia assumir a produção de marcas tradicionais, como Salted Nut Roll e Nut Goodie.

Esse modelo permitiria que os produtos continuassem chegando às lojas mesmo depois do encerramento da produção em St. Paul.

Para os funcionários, porém, o impacto foi imediato. A demissão de toda a equipe colocou fim a uma operação que atravessou quase sete décadas no mesmo endereço e encerrou um importante capítulo da história de uma fabricante fundada há 117 anos.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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