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Reconhecimento facial leva à prisão de mais de 900 pessoas; homicídio e estupro estão entre crimes

Tecnologia já ajudou a localizar 901 pessoas procuradas pela Justiça; tráfico, roubo e homicídio aparecem entre os principais crimes
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reconhecimento facial no Espírito Santo
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A tecnologia de reconhecimento facial já ajudou as forças de segurança a localizar e prender 901 pessoas procuradas pela Justiça. Entre os casos aparecem suspeitos e condenados por crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubo e estupro.

O levantamento considera as prisões realizadas desde junho de 2025, quando começou a operação do Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR) no Espírito Santo. O núcleo funciona de forma integrada ao Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes).

Segundo o balanço atualizado nesta quarta-feira (23), a Polícia Militar realizou a maior parte das capturas.

Como funciona o reconhecimento facial

O sistema utiliza imagens captadas por câmeras de monitoramento para localizar pessoas que possuem mandados de prisão em aberto.

Quando a tecnologia encontra uma possível correspondência, as equipes de segurança verificam as informações. Em seguida, os policiais fazem a abordagem e confirmam a identidade da pessoa.

Dessa forma, o reconhecimento facial funciona como apoio ao trabalho dos agentes. A confirmação dos dados ocorre antes do cumprimento do mandado.

Polícia Militar realizou mais de 600 prisões

Das 901 detenções registradas, a Polícia Militar do Espírito Santo realizou 611. Além disso, o SEI/SUPIC contabilizou outras 186 capturas.

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As Guardas Municipais também participaram das prisões. Vitória registrou 73 detenções, enquanto Vila Velha contabilizou 16. Cariacica teve 13 ocorrências.

Já Serra e São Mateus registraram uma prisão cada.

Mulher procurada pela Justiça marcou prisão de número 900

A prisão de número 900 ocorreu na terça-feira (22), no Terminal de Itaparica, em Vila Velha.

As câmeras de reconhecimento facial identificaram Margarida Floriano da Silva, de 35 anos, enquanto ela circulava pelo terminal.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Margarida possuía um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de São Mateus. A Justiça havia condenado a mulher por lesão corporal, roubo e furto qualificado.

Após o alerta, integrantes do NIR acionaram policiais militares que participavam da Operação Terminal Seguro.

Os agentes abordaram a mulher e confirmaram a identidade. Depois disso, a PM levou Margarida para a Delegacia Regional de Vila Velha. A polícia cumpriu o mandado e encaminhou a condenada ao sistema prisional.

Tráfico e roubo lideram prisões por crimes

O balanço também mostra quais crimes aparecem com maior frequência entre as pessoas localizadas pela tecnologia.

O tráfico de drogas lidera a lista, com 186 casos. Logo depois aparece o roubo, com 171 prisões.

Além disso, o sistema ajudou a localizar 103 pessoas procuradas por homicídio e outras 36 por estupro.

Também constam 49 prisões relacionadas a furto.

Somados, tráfico, roubo, homicídio e estupro representam 496 das 901 detenções. Portanto, esses quatro grupos correspondem a aproximadamente 55% das prisões.

Por outro lado, o painel também registra 239 detenções relacionadas a pensão alimentícia.

Estado destaca uso da tecnologia na segurança

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, afirmou que o resultado demonstra a importância do investimento em tecnologia.

Segundo ele, o reconhecimento facial amplia a capacidade das forças policiais de localizar pessoas com mandados de prisão em aberto.

“Ultrapassar a marca de 900 detenções com o auxílio do reconhecimento facial mostra como a tecnologia pode ser uma importante aliada do trabalho policial. Estamos utilizando inteligência, integração e ferramentas modernas para localizar pessoas que possuem mandados de prisão em aberto e contribuir para que sejam apresentadas à Justiça”, afirmou.

Damasceno também destacou que o Governo do Estado pretende continuar utilizando tecnologia e integração entre as forças de segurança.

Cerco Inteligente também recupera veículos

Além do reconhecimento facial, as forças de segurança utilizam outras tecnologias para localizar veículos e auxiliar investigações.

O sistema Cerco Inteligente, por exemplo, contabiliza 2.056 veículos apreendidos desde agosto de 2022. Atualmente, a ferramenta possui 1.476 câmeras em operação.

Segundo o levantamento, as forças de segurança também recuperaram 1.756 veículos entre 2022 e 2026.

Foram 177 veículos em 2022, 657 em 2023, 523 em 2024, 439 em 2025 e 260 em 2026 até a data do levantamento.

Assim, o Estado aposta na ampliação do monitoramento eletrônico para auxiliar tanto na localização de pessoas procuradas quanto na recuperação de veículos.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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