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Primeiro ciclone de novembro se forma no Brasil e estados terão chuva de 250 mm com sequência de tempestades

Primeiro ciclone de novembro deve provocar sequência de tempestades e chuva forte.
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Ciclone Chuva
Primeiro ciclone de novembro deve provocar sequência de tempestades e chuva forte. Crédito: Divulgação
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O primeiro ciclone extratropical previsto para novembro de 2026 deve provocar uma sequência de tempestades, ventos fortes e chuva intensa em diferentes regiões do Brasil. Os modelos meteorológicos apontam acumulados que podem alcançar 250 milímetros, além de temporais com granizo e risco de alagamentos nos próximos dias.

A previsão ganhou novos detalhes nesta segunda-feira (2), quando meteorologistas reforçaram os alertas para a chegada de um período de instabilidade. A situação poderá se agravar principalmente entre quarta-feira (4) e quinta-feira (5), com a formação do ciclone e o avanço de uma frente fria.

O cenário preocupa porque alguns locais poderão receber grandes volumes de água em pouco tempo. Segundo a Climatempo, determinadas áreas apresentam condições para acumular mais de 100 milímetros em apenas 24 horas, aumentando o risco de enxurradas, inundações e transtornos em cidades.

Além disso, a MetSul Meteorologia prevê uma sequência de tempestades potencialmente severas, com possibilidade de rajadas intensas de vento, descargas elétricas e queda de granizo. As chuvas também deverão alcançar outros estados conforme o sistema avançar pelo território nacional.

Quais estados poderão ter chuva de até 250 mm em novembro?

Santa Catarina e Paraná estão entre os estados com maior possibilidade de registrar acumulados extremos de chuva nos próximos dias.

De acordo com a MetSul, os modelos meteorológicos indicam volumes entre 150 e 250 milímetros em pontos dos dois estados, considerando um período de dez dias iniciado em 30 de outubro.

A previsão não significa que todas as cidades receberão essa quantidade. Os maiores volumes deverão ficar concentrados em determinadas áreas, dependendo da intensidade e da duração das tempestades.

O Rio Grande do Sul também aparece entre os estados que exigem maior atenção. Conforme a atualização da MetSul de domingo (1º), diferentes localidades do Sul poderão acumular entre 100 e 200 milímetros durante a semana, sem descartar volumes superiores em pontos isolados.

A Climatempo também divulgou um novo alerta nesta segunda-feira (2), destacando o oeste de Santa Catarina e as regiões norte e oeste do Rio Grande do Sul.

Nesses locais, a chuva poderá ultrapassar 100 milímetros somente na quarta-feira (4). O volume representa mais de 100 litros de água por metro quadrado em um único dia.

Além do risco de alagamentos, a combinação de chuva persistente e temporais intensos poderá provocar enxurradas, elevação de rios e dificuldades em rodovias.

Primeiro ciclone de novembro já tem data prevista para se formar

A formação do ciclone extratropical está prevista para os dias 4 e 5 de novembro, nas proximidades do litoral de Santa Catarina.

O processo deverá começar antes, com o fortalecimento de uma área de baixa pressão atmosférica entre a Argentina, o Paraguai e o Sul do Brasil.

Conforme a Climatempo, essa área de instabilidade ganhará força entre terça-feira (3) e quarta-feira (4). Posteriormente, o sistema deverá favorecer o surgimento do ciclone extratropical e de uma nova frente fria.

A previsão indica que o fenômeno poderá apresentar intensidade moderada a forte.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) também confirmou, em boletim divulgado nesta segunda-feira (2), a previsão de formação do ciclone na quinta-feira (5).

Segundo o órgão, a chegada do sistema aumentará o risco de tempestades potencialmente severas, especialmente durante o avanço da frente fria.

Entretanto, os efeitos não ficarão restritos à região próxima da formação do ciclone. A frente fria deverá se deslocar pelo território nacional, provocando mudanças nas condições meteorológicas de diferentes estados.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais terão risco de chuva forte

A Região Sudeste também deverá sentir os efeitos das instabilidades previstas para a primeira semana de novembro.

Em São Paulo, o risco de temporais já está presente nesta segunda-feira (2). Além disso, a chegada de uma nova frente fria deverá aumentar novamente as condições para chuva forte na quinta-feira (5), conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

O estado também aparece entre as áreas com possibilidade de acumulados elevados ao longo dos próximos dez dias. Segundo a MetSul, pontos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro poderão registrar volumes entre 100 e 200 milímetros nesse intervalo, com valores isoladamente superiores.

No Rio de Janeiro, a previsão aponta aumento da instabilidade principalmente na quinta-feira (5), quando a frente fria deverá alcançar a região.

As pancadas poderão ocorrer com intensidade variável, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento durante os temporais.

Em Minas Gerais, a possibilidade de chuva forte também aumenta na quinta-feira. Posteriormente, na sexta-feira (6), a frente fria deverá avançar em direção ao norte do estado, ampliando as áreas com risco de precipitações intensas.

A passagem do sistema também deverá favorecer uma redução das temperaturas em parte do Sudeste. Uma massa de ar frio de origem polar começará a influenciar São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul mineiro na sexta-feira.

Espírito Santo terá aumento do risco de temporais

O Espírito Santo deverá entrar na área de influência da frente fria associada ao ciclone principalmente na sexta-feira, 6 de novembro.

Segundo a previsão da Climatempo, o deslocamento do sistema pelo Sudeste aumentará as condições para pancadas de chuva forte no território capixaba.

A mudança poderá provocar aumento da nebulosidade e períodos de instabilidade em diferentes regiões do estado. Entretanto, os maiores acumulados ainda dependerão da posição da frente fria e da distribuição das áreas de chuva.

Por enquanto, não há confirmação de que o Espírito Santo receberá os mesmos volumes extremos de 250 milímetros previstos para pontos do Sul.

Além disso, o ciclone propriamente dito deverá permanecer próximo à costa da Região Sul durante sua formação. No território capixaba, os efeitos estarão relacionados principalmente ao avanço da frente fria e à disponibilidade de umidade.

Os próximos boletins meteorológicos deverão permitir uma avaliação mais precisa sobre os municípios com maior risco de temporais.

Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul terão sequência de tempestades

A Região Sul concentra os alertas mais expressivos para os próximos dias, principalmente diante da possibilidade de tempestades severas e chuva volumosa.

No Rio Grande do Sul, as instabilidades deverão ganhar intensidade na terça-feira (3), atingindo principalmente áreas do oeste, centro e norte do estado.

Municípios próximos de Santa Rosa, Santiago, Alegrete, Santana do Livramento e Dom Pedrito aparecem entre os locais que exigem atenção para chuva intensa.

Na quarta-feira (4), o centro de baixa pressão deverá intensificar as tempestades no território gaúcho. Ao longo do dia, as áreas de instabilidade também deverão avançar sobre Santa Catarina e Paraná.

Em Santa Catarina, as regiões oeste e central estarão entre as mais expostas aos temporais. A Climatempo destaca a possibilidade de grandes acumulados em localidades do oeste catarinense, enquanto a MetSul alerta para o risco de inundações.

Já no Paraná, o Simepar prevê aumento significativo da instabilidade entre quarta-feira (4) e quinta-feira (5).

O órgão informou que poderão ocorrer tempestades intensas, inclusive com condições favoráveis à formação de supercélulas, que são estruturas capazes de produzir fenômenos meteorológicos severos.

A intensidade das tempestades também preocupa por causa dos ventos.

Na madrugada desta segunda-feira (2), o Simepar registrou uma rajada de 109,1 km/h em Altônia, no Paraná. Em Maringá, os ventos chegaram a 81 km/h em uma estação do instituto.

Esses registros ocorreram antes da formação prevista do novo ciclone e mostram que a atmosfera já apresenta condições para episódios de tempo severo.

Frente fria vai levar chuva para outros estados do Brasil

A partir de quinta-feira (5), a frente fria deverá ampliar as condições para chuva forte no Centro-Oeste e no Sudeste.

Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com risco de temporais, especialmente na porção sul do território.

Posteriormente, na sexta-feira (6), a instabilidade deverá alcançar áreas de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins.

A Bahia também deverá sentir os efeitos do sistema. A frente fria avançará em direção ao sul do estado e poderá estimular novas áreas de chuva em outras regiões.

No sábado (7), a instabilidade poderá atingir partes do Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas.

Apesar da abrangência, isso não significa que todos esses estados enfrentarão chuva de 250 milímetros. Os maiores acumulados previstos continuam concentrados em pontos específicos das regiões Sul e Sudeste, conforme os modelos meteorológicos.

Veja quando ocorrerão as chuvas mais fortes

As previsões meteorológicas indicam diferentes períodos de maior atenção durante a primeira semana de novembro:

  • Terça-feira (3): aumento do risco de tempestades no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
  • Quarta-feira (4): possibilidade de chuva superior a 100 mm em 24 horas em pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de temporais no Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul.
  • Quinta-feira (5): formação prevista do ciclone extratropical e avanço da frente fria, aumentando o risco de temporais no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
  • Sexta-feira (6): aumento da instabilidade no Espírito Santo, norte de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins.
  • Sábado (7): risco de novas pancadas fortes no interior da Bahia, no Tocantins e em áreas da Região Norte.

A chegada de ar frio de origem polar também deverá modificar as temperaturas. A partir de quinta-feira, a massa de ar frio começará a influenciar o Sul, avançando posteriormente por áreas do Sudeste.

No sábado, a tendência será de temperaturas mais amenas e redução das condições para chuva em parte dessas regiões.

Entretanto, os meteorologistas destacam que a trajetória do ciclone, a intensidade da frente fria e os volumes previstos ainda poderão sofrer alterações.

Por isso, moradores das áreas de risco devem acompanhar os comunicados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), das instituições estaduais de meteorologia e da Defesa Civil.

Os acumulados de até 250 milímetros representam uma possibilidade indicada pelos modelos para um período de dez dias, enquanto a previsão de mais de 100 milímetros em 24 horas corresponde a episódios de chuva intensa esperados durante a primeira semana de novembro.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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