Pipas deixam mais 233 mil sem energia em 2018 no Espírito Santo

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Serra
Na Grande Vitória, Cariacica é o local que mais teve pessoas afetadas com o problema. Foto: Divulgação
Foram registradas 1.263 ocorrências de pipas na rede elétrica, somente no ES, Foto: Divulgação

Se você é daqueles que adoram empinar uma pipa, precisa ficar atento aos cuidados para garantir a segurança na hora da brincadeira.

Segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), as pipas foram a quinta maior causa de mortes relacionadas a energia elétrica no país entre 2009 e 2017, atrás de construção ou  manutenção predial, ligações clandestinas, instalação de antenas e poda de árvores. No período foram registrados 77 óbitos.

Em 2018, a EDP, distribuidora de energia elétrica Espírito Santo, registrou 1.263 ocorrências de pipas na rede elétrica, deixando 233.775 clientes sem energia em algum momento do ano. Para o atendimento, as equipes da concessionária são deslocadas para realizar o reparo e a limpeza da rede danificada, que, na maioria dos casos, tem a camada protetora da fiação cortada pela linha da pipa, interrompendo o fornecimento para a região.

Para conscientizar a população e alertar crianças e adultos sobre como reduzir os riscos na hora de brincar, a EDP e o Instituto EDP realizam projetos durante todo o ano com as comunidades dos municípios de sua área de atuação, principalmente em escolas e áreas com altos índices de ocorrências com a causa pipas.

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Um acidente causado por descarga elétrica pode deixar sequelas como queimaduras e, em casos mais extremos, causar a morte. Além das pipas, a Empresa elenca outras orientações importantes nos cuidados com energia durante as férias escolares.

Oriente as crianças a manterem distância das redes elétricas, não permitindo, por exemplo, que elas subam em árvores que estejam próximas à fiação. Dentro de casa, não manuseie aparelhos elétricos com os pés descalços e molhados, já que água é condutora de energia. Em espaços fechados, evite deixar fios e extensões expostas e mantenha tomadas sem uso tampadas e isoladas.

Confira mais orientações:

–  Além de serem proibidos, o cerol e a chamada “linha chilena” trazem risco para motociclistas e pedestres e também oferecem perigo no contato com a rede de energia. Ao cortar a camada protetora da fiação, a linha interrompe a transferência de corrente elétrica, podendo provocar curto-circuito;

–  Empine pipas longe de rede elétrica, em locais onde não exista nenhum tipo de cabo de energia, de serviço telefônico ou antenas de celular. Isso evita acidentes e interferências na qualidade desses serviços;

–  Se a pipa ficar presa nos fios elétricos, não tente retirá-la. Nunca use varas nem suba no poste para tirar uma pipa. O choque, nestes casos, pode ser fatal;

–  Arremessar objetos na rede elétrica para o resgate da pipa pode causar graves acidentes. O “lança-gato” (pedra presa a uma linha) ou qualquer outro objeto não devem ser lançados na rede;

–  Empinar pipas em locais como lajes e muros deve ser evitado. A proximidade com os fios de alta tensão aumenta o risco de acidentes graves e fatais, além do perigo de queda.

–  Em caso de relâmpagos, recolha a pipa imediatamente. Não solte pipas em dias de chuva ou vento muito forte;

–  Alguns materiais utilizados na confecção de pipas são condutores de energia e aumentam o perigo quando em contato com a rede elétrica. Rabiolas feitas de fita VHS ou cassete e papel alumínio, são alguns exemplos;

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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