Picolé itu é delícia e tradição de Nova Almeida

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A pequena Ester e as amigas Camila, Retielen e Andreia não perdem a oportunidade de se refrescar com o itu. Foto: Fábio Barcelos
A pequena Ester e as amigas Camila, Retielen e Andreia não perdem a oportunidade de se refrescar com o itu. Foto: Fábio Barcelos

Ayanne Karoline

 Nada melhor do que se refrescar no verão com um picolé geladinho. Em Nova Almeida a prática vai além da necessidade, ultrapassa gerações e marca uma das principais tradições do bairro. O famoso itu agrada todos os tipos de públicos e já completa 40 anos de existência.

Uma das mais tradicionais sorveterias é a Domingos Sorvetes que, atualmente, produz cerca de 5 mil unidades por dia e emprega 15 funcionários. São 38 sabores de Itus e mais de 40 de sorvete. “A demanda nessa época do ano é tão grande que estamos encerrando as atividades à meia-noite e vendendo praticamente tudo o que produzimos no dia”, afirma o proprietário José Domingos Vescovi.

O preferido dos clientes, que vem de várias cidades capixabas e de fora, é o de coco. Outros tradicionais como amendoim, chocolate e morango também são muito vendidos. “A novidade do verão são os recheados, como o ninho trufado, morango com leite condensado e romeu e julieta. Estamos vendendo muito e, com a chegada do verão, dobramos o movimento”, disse Vescovi.

A ideia de vender Itu veio de uma viagem à São Paulo, há quase três décadas atrás. O empresário que já produzia e comercializava sorvete e picolé tradicional, conheceu a forma de Itu e trouxe para o bairro. “Fiz os itus e dei na mão de algumas crianças que espalharam a novidade pelo bairro. Logo, muitos vieram comprar”, lembra Vescovi.

A poucos metros de distância da Domingos Sorvetes, está a sorveteria Lambe Lambe, que já existe há 40 anos. Com a produção de 2 mil picolés por dia, o proprietário Joédio Gonçalves Venâncio resolveu apostar em três tipos de itu: o ituzinho, o tradicional e o ituzão. “ Foi um sucesso porque atendeu à preferência de cada público, desde crianças a adultos, e trouxe variedade de preços”, disse.

Joédio Gonçalves(de azul), dono da sorveteria Lambe Lambe recebe o casal de turista de Colatina Luzia e Geraldo. Foto: Fábio Barcelos
Joédio Gonçalves(de azul), dono da sorveteria Lambe Lambe recebe o casal de turista de Colatina Luzia e Geraldo. Foto: Fábio Barcelos

Ele também fabrica todas as unidades, inclusive o sorvete oferecido em modo self service. E na hora de eleger o queridinho dos moradores, a história se repete. “O de coco, sem dúvidas. Mas temos observado boa saída de açaí, pitanga, acerola e goiaba”, afirma.

No meio de duas sorveterias tão próximas, está o público buscando por qualidade e preço. A dona de casa e moradora do bairro Debora Timóteo diz que, antigamente, uma das sorveterias atraia mais o público e, hoje, a situação mudou. “A proximidade traz a concorrência, o que  consequentemente faz a busca por melhorias crescer. Estamos bem servidos em qualidade e variedade”, diz.

A jornalista Sayonara Lacerda, moradora de Cidade Continental, aproveitou uma visita ao balneário para provar o itu” Uma ótima opção para quem quer se refrescar nesse verão aproveitando os diversos sabores disponíveis”, disse.

 

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