Um áudio que relata uma suposta tentativa de sequestro no bairro Santa Lúcia, em Vitória, viralizou nos grupos de WhatsApp da Grande Vitória nos últimos dias. Na gravação, uma mulher conta que uma criança teria se aproximado dela perto da Unimed Diagnóstico e insistido para que ela entrasse em um veículo. A Polícia Civil do Espírito Santo (PC-ES) confirma que abriu investigação sobre o caso, mas afirma que, até o momento, não há confirmação de que um crime dessa natureza tenha realmente ocorrido no Estado.
No áudio, a mulher relata que foi levar uma familiar para um exame na Unimed Diagnóstico, no sábado, e não encontrou vaga no estacionamento do local. Ela deixou a familiar no local e foi procurar onde estacionar, nas proximidades. Ao retornar caminhando pela Rua Leonardo da Vinci, segundo o relato, um veículo do tipo SUV, da marca Jeep, parou perto dela e uma criança desceu do carro pedindo que ela entrasse. Ela diz ter percebido a abordagem como suspeita e se afastado em direção a um grupo de pessoas que estava em um evento próximo, quando o carro teria saído em alta velocidade.
O que diz a Polícia Civil
Em resposta ao Tempo Novo, a assessoria de comunicação da PC-ES informou que a corporação está realizando investigações e levantamentos sobre as informações que passaram a circular nas redes sociais relacionadas ao áudio. A nota afirma que o objetivo é esclarecer os fatos e reforça que, até agora, não há qualquer confirmação de que tenha ocorrido no Estado um crime da natureza descrita na gravação.
A resposta não confirma nem descarta o boletim de ocorrência mencionado pela autora do áudio, nem a suposta ligação com uma quadrilha de tráfico internacional de mulheres, informação que também aparece no relato e não tem, até então, nenhuma comprovação oficial.
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Cuidado com correntes não verificadas
Relatos parecidos, com o mesmo padrão de criança usada para abordar uma vítima em um carro, já circularam em outras cidades e Estados brasileiros nos últimos anos, sem confirmação policial na maioria dos casos. Por isso, a recomendação de especialistas em segurança pública é sempre buscar a confirmação oficial antes de repassar esse tipo de conteúdo, que pode gerar pânico coletivo sem uma apuração concluída.
O Tempo Novo vai acompanhar a investigação da Polícia Civil e atualiza a matéria assim que houver nova posição da corporação sobre o caso.
