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sexta-feira, 03 de julho de 2020

Passageiros reclamam de falta de ônibus em bairros da Serra

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Greve é por conta dos novos coletivos do Transcol que não possuem cabine para cobradores. Foto: Gabriel Almeida

Com a greve dos rodoviários, os serranos estão tendo mais dificuldades para conseguir embarcar em um coletivo, já que somente 75% dos ônibus do Transcol estão circulando nesta terça-feira (13). A paralisação é por conta da implantação dos novos ônibus sem cobradores e deixou cerca de 500 mil capixabas sem o transporte público na última segunda-feira (12).

Em Porto Canoa, a reclamação veio do Everton Schneider, que mora na comunidade e afirma que os ônibus estão passando com muito atraso no bairro e superlotados. “Em alguns bairros não tem ônibus. Eu moro em Porto Canoa e as linhas que estão passando por lá estão superlotadas. Outras bem estão passando como a 816 e a 812. Os expressos também estão parados”, conta o morador.

De Cidade Continental, Mônica Nogueira, também reclama. “Na minha comunidade passou ônibus de manhã cedo, agora já não está circulando mais”, afirma a popular. Já no Centro da Serra, segundo a moradora Simone Avelina, não está passando nenhum ônibus. “Eu moro no Centro da Serra e aqui não tem ônibus circulando”, disse.

Adriana Rocha, de Nova Carapina I, disse que em sua comunidade está muito difícil embarcar em um coletivo. “Não tem nem 30% em Nova Carapina I e demora mais de horas para passar”, relata. 

Internautas também reclamam

Nas redes sociais do TEMPO NOVO, internautas também realizaram reclamações. É o caso do Ronaldo Matias, que fez um questionamento sobre a quantidade de coletivos circulando: “75%? Onde?”.

Juliano Rossi, também não acredita que 75% dos ônibus estão circulando. “75% da metade só se for”, dispara.

Sindicato garante que 75% dos ônibus do Transcol estão circulando

A semana começou complicada para os capixabas que dependem do transporte público. Isso porque os rodoviários decidiram realizar uma greve contra a implantação dos novos ônibus sem cobradores e paralisaram toda a frota dos coletivos do Transcol na última segunda-feira (12). Nesta terça (13), a greve continua, mas têm ônibus circulando nas ruas.

Em uma assembleia realizada de ontem (12), os rodoviários decidiram manter a greve. Apesar disso, a categoria garantiu que vai acatar a decisão Judicial de manter 75% dos coletivos em circulação para atender os passageiros capixabas. Se a decisão for descumprida, o Sindirodoviários pode ser multado em R$ 100 mil por dia.

Garagem da Unimar que fica em Laranjeiras Velha: nenhum ônibus saiu do local na última segunda-feira (12). Foto: Gabriel Almeida

Motivo da greve

A ameaça de greve já tinha sido anunciada na terça-feira (6) passada, mas o sindicato não tinha definido um dia para a greve acontecer. O motivo da manifestação é a implantação dos novos ônibus do Transcol que terão ar-condicionado, mas não haverá cabine para os cobradores.

Apesar do Governo do Estado afirmar que não haverá nenhuma demissão por conta dos novos coletivos, o Sindirodoviários diz que serão quatro mil postos de trabalho eliminados com a mudança.

Na tarde da última sexta-feira (9), através do seu perfil oficial do Facebook, o Sindirodoviários publicou um comunicado informando sobre a greve. “Sem cobrador não roda. Vamos parar tudo”, afirma os rodoviários na imagem publicada.

Em junho, o Governo do Estado anunciou os novos ônibus com ar-condicionado e sem a cabine dos cobradores, até o momento, foram entregues 20 destes novos veículos, mas nenhum deles está em circulação. Nesta sexta-feira (9), o Estado anunciou que os coletivos vão começar a circular na segunda-feira (12).

Ainda em junho, após a entrega dos ônibus, o Sindirodoviários já tinha prometido uma greve contra a mudança, o que até agora não se concretizou. De acordo com o sindicato, a mudança do Governo do Estado irá desempregar cerca de quatro mil trabalhadores.

Vale destacar que o Sindirodoviários fez três manifestações em junho, mas a circulação dos coletivos não foi prejudicada. Os protestos foram realizados na Avenida Vitória, na capital capixaba.

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