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Empreendimento de alto padrão com colégio, clube e shopping chega a Laranjeiras

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Imagem ilustrativa da torre com jardins suspensos do Villa Borghese Cidade Jardim, empreendimento na Serra
Imagem ilustrativa mostra como deve ficar uma das torres do Villa Borghese Cidade Jardim, empreendimento anunciado para a Serra.
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Um grupo de quatro construtoras vai lançar na Serra um empreendimento com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão. O empreendimento, batizado de Villa Borghese Cidade Jardim, vai ocupar um terreno de 38,3 mil m² na região de Laranjeiras. No total, o projeto inclui quatro torres residenciais, colégio, clube, parque linear e um mini shopping.

Assim, o consórcio reúne o grupo paulista Zarin, a construtora Eldorado, o grupo mineiro Haja e a capixaba Ágata. Segundo Eduardo Santana, sócio das empresas responsáveis pelo empreendimento na Serra, a lógica da parceria é direta: “O grupo seleciona marcas relevantes do mercado e une produtos relevantes em grandes mercados, como a Serra.” As informações fora publicadas pelo comunicador Ricardo Frizera.

O Villa Borghese Cidade Jardim ainda não tem lançamento oficial. Corretores da região, no entanto, já recebem as primeiras informações sobre o projeto, que também deu os primeiros passos junto à Prefeitura da Serra. Mesmo sem data de lançamento ou valores confirmados, o mercado já trata o empreendimento como um projeto consolidado. A expectativa é que a Serra receba, em breve, novas informações sobre prazos e valores oficiais.

Onde fica o empreendimento na Serra

Segundo apurou o Tempo Novo o terreno fica em uma rua sem saída, na parte de trás do Hospital Estadual Dório Silva. A área faz fundo com o Colégio Americano Batista de Laranjeiras, na divisa entre os bairros Laranjeiras e Morada de Laranjeiras.

Toda essa microrregião deve passar por melhorias urbanas para viabilizar o empreendimento. As ruas ali já são estreitas e bastante movimentadas, com a concentração do condomínio Aldeia das Laranjeiras, do Contemporâneo Residencial, do Hospital Dório Silva e do Colégio Americano, que à noite também abriga uma faculdade.

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O acesso principal se dá pela Rotatória do Ó, que faz o entroncamento das avenidas mais importantes da Serra. Além disso, por ali passam a Avenida Paulo Pereira Gomes e a Avenida Talma Rodrigues Ribeiro, que ligam a região ao litoral pela ES-101 ou pelo novo Contorno de Jacaraípe. A rotatória também dá acesso à Avenida Mestre Álvaro, a antiga BR-101, por meio da Avenida Eldes Scherrer de Souza. É, portanto, um dos pontos mais estratégicos da cidade.

O estudo preliminar organiza o terreno em sete áreas ao longo de um sistema viário interno. Ao todo, são quatro torres, que somam 1.122 apartamentos.

Quatro torres, colégio e clube no projeto da Serra

Os desenvolvedores planejam a obra como um complexo único, mas farão o lançamento por fases. Já o primeiro edifício previsto fica mais próximo da entrada do condomínio: são 242 unidades de estúdio, de 30 a 46 m², um perfil que deve atrair investidores voltados ao aluguel por temporada, como Airbnb e plataformas semelhantes. O edifício também vai ter dois pavimentos de salas comerciais, um auditório para reuniões e seis lojas de fachada ativa no térreo.

Em seguida, vem a torre residencial com 380 unidades de 60 a 70 m² e um rooftop de uso comum. Depois, entram duas torres residenciais que somam 500 unidades, além de dois andares de centro comercial e corporativo com um strip mall de lojas e opções de gastronomia.

Entre as torres, ficam um clube, um parque linear e um colégio, este último já com operador definido. Ainda no clube, há 3.460 m² de subsolo, quadras, piscina e academia, com uso preferencial dos proprietários.

Como o Villa Borghese Cidade Jardim atrai marcas e moradores na Serra

Além disso, o setor de lojas do Villa Borghese Cidade Jardim vai buscar marcas alinhadas ao padrão do empreendimento. “A nossa ideia não é vender metro quadrado. A nossa ideia é trazer para dentro marcas que se alinham com a política de crescimento e de desenvolvimento do nosso produto”, afirma Santana.

Aliás, os sócios têm experiência na construção de residenciais de alto padrão e na operação de shopping centers em cidades como Bragança Paulista, Indaiatuba e São Paulo. Essa relação, segundo Santana, é o que o consórcio pretende usar para atrair novas operações comerciais à Serra.

Assim, a proposta do produto é concentrar a rotina dos moradores em um único endereço. “Você mora, está a um elevador do escritório, a três minutos da escola. A mata e o parque ficam do lado de fora da porta, e o trânsito, do lado de fora da vida”, resumiu Santana.

No mercado imobiliário, corretores que acompanham o projeto já descrevem o Villa Borghese Cidade Jardim como uma proposta de bairro planejado, que reúne moradia, trabalho, estudo e lazer numa mesma área, com a vegetação nativa do terreno preservada como parte da paisagem.

Maior PIB do Espírito Santo, a Serra tem pouca oferta de alto padrão

Afinal, a escolha da Serra pelos desenvolvedores tem base no perfil econômico do município. Maior PIB do Espírito Santo, com R$ 37,27 bilhões e cerca de 20% da economia capixaba, a cidade também reúne a maior população do estado.

Por isso, nos últimos cinco anos, a Serra recebeu mais de R$ 2 bilhões dos R$ 20 bilhões lançados na Grande Vitória. “É a cidade mais pujante do estado, é o maior PIB do estado, é a cidade que absorve grande número de companhias de porte. A maior parte do turismo de negócios que chega ao aeroporto de Vitória vem fazer negócios na Serra”, diz Santana.

Além disso, os novos projetos portuários e industriais previstos para a vizinha Aracruz alimentam a expectativa de que a Serra atraia moradores de renda mais alta. Ainda assim, o estoque residencial vertical de alto padrão continua concentrado em Vitória e Vila Velha.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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