Movimento em bares e restaurantes despenca com greve de caminhoneiros  

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O Mercearia Botequim que costuma ter casa cheia já amarga prejuízos com a ausência de clientes. Foto: Arquivo TN

 

O Mercearia Botequim que costuma ter casa cheia já amarga prejuízos com a ausência de clientes. Foto: Arquivo TN

Bares e restaurantes da Serra já começaram a amargar prejuízos com a greve dos caminhoneiros. Falta material para trabalhar em alguns estabelecimentos e o movimento de clientes diminuiu pela metade em alguns locais.

No bar Mercearia Botequim, em Laranjeiras, o movimento caiu a ponto de na sexta-feira (25), apenas três mesas serem ocupadas por clientes. “A greve tem afetado demais. Na sexta costuma a casa lotar e tivemos apenas três mesas e percebemos que a cidade está vazia. Sábado foi um pouco melhor, mas não chega aos pés do movimento que estamos acostumados. Eu calculo um prejuízo só na sexta de quase R$ 10 mil. Também conversei com outros donos de bares que também reclamaram da ausência de clientes”, destaca Patrícia Cartoni.

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Também em Laranjeiras, o restaurante Serra Grande, está sentindo o baque. Segundo o proprietário José Francisco Aresi, o movimento caiu em 50% e estão tendo dificuldades de comprar alguns materiais. “Apesar do nosso movimento ter caído, nós apoiamos a greve e estamos nos virando para dar conta de repor mercadoria, substituímos alguns produtos. Ainda não calculamos os prejuízos, mas sabemos que é grande”, revela.  

Em Jacaraípe, no restaurante Berro D’água, a situação também não é das melhores. Segundo Luíza Vieira Lafetá, os clientes sumiram. “Além da ausência dos clientes, também temos tido problema em conseguir comprar alguns produtos que vêm de fora do Estado, como o óleo de algodão e cerveja”, conta.

Em Manguinhos, o restaurante Enseada de Manguinhos, também está sentindo a paralisação dos caminhoneiros. Da administração, Hugo Amaral, conta que além do movimento ter caído em quase 50%, produtos como carne e linguiça estão quase em falta. “Sou auxiliar administrativo aqui no restaurante e temos sentido que o movimento caiu bastante. E alguns produtos temos tido dificuldades de conseguir comprar”, relata.

Da Serra-Sede, o proprietário do restaurante Sabor da Serra, Sebastião Amado Mori, disse que não está sentindo diferença no movimento de seu estabelecimento. “Por aqui, nosso movimento não caiu e as mercadorias têm chegado como de costume. Temos câmara frigorífica e estoque. Temos conseguido manter nosso trabalho de forma normal. Agora se essa greve continuar muito tempo não sei como irá ficar a situação”, pondera.

 

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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