Uma ação conjunta da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) e da Polícia Civil da Bahia (PCBA) prendeu, nesta quarta-feira (28), quatro suspeitos de serem líderes de uma facção criminosa baiana que estavam na Serra. As prisões fazem parte da Operação Divisa Sul, que terminou com 11 pessoas detidas em três estados e o bloqueio de cerca de R$ 3 milhões em bens do grupo.
Segundo a investigação, integrantes da organização seguiam no comando do tráfico mesmo vivendo longe da Bahia. De outros municípios e estados, eles cuidavam da gestão das drogas e das finanças do esquema em Itanhém, cidade do extremo sul baiano.
Onde os líderes de facção foram presos na Serra
Os três homens e a mulher estavam em três bairros diferentes da cidade. As equipes encontraram um dos homens no Bairro das Laranjeiras e outro em Colina de Laranjeiras. Já em Lagoa de Carapebus, os policiais localizaram um homem e uma mulher.
Na Serra, a operação cumpriu quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal de Itanhém. Depois das prisões, os policiais levaram os quatro para a 3ª Delegacia Regional da Serra, onde passaram pelos procedimentos legais.
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Facção ligada ao TCP e a dezenas de mortes
De acordo com as informações repassadas pela PM capixaba, os presos na Serra ocupam posição de liderança no Bonde do Maluco (BDM) em Itanhém. Ainda segundo a polícia, o grupo é suspeito de envolvimento em dezenas de homicídios, além de responder pela lavagem de dinheiro e pela logística do tráfico na região.
O BDM é uma das principais facções em atuação na Bahia. Conforme as informações da operação, a organização mantém ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção de origem fluminense.
Operação Divisa Sul prendeu 11 em três estados
Além da Serra, a polícia fez prisões em Itanhém e Itabuna, na Bahia, e em Bertópolis, em Minas Gerais. No total, sete homens e quatro mulheres, com idades entre 18 e 34 anos, acabaram detidos. Duas dessas prisões ocorreram em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, e as equipes também apreenderam porções de maconha e crack.
Dois investigados, no entanto, escaparam do cerco. A polícia procurou um deles em Salvador e outro em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, mas não os encontrou, e agora os dois estão foragidos.
Investigação sobre facção começou em 2024
A PCBA iniciou as investigações em agosto de 2024. Ao longo da apuração, os policiais identificaram que o grupo mantinha o controle do tráfico em Itanhém, mesmo com parte dos integrantes morando em outras cidades e estados.
Com a operação, a polícia baiana tenta desmontar a estrutura operacional e financeira da organização. Por isso, além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 3 milhões em ativos ligados às atividades investigadas.
A Delegacia Territorial de Itanhém e a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, de Teixeira de Freitas, coordenaram a ação. Também participaram equipes do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), das polícias militares da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais, e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.