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Laudo sobre incêndio em casarão de interesse histórico sai em 10 dias

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br
Gabriel Almeida é jornalista do Tempo Novo há mais de sete anos. Atualmente, escreve para diversas editorias do jornal.

Construtora MRV e Instituto Goiamun não se entendem sobre quem deveria ter vigiado o imóvel. Foto: Anderson Soares
Construtora MRV e Instituto Goiamun não se entendem sobre quem deveria ter vigiado o imóvel. Foto: Anderson Soares

Por Anderson Soares

O laudo sobre o incêndio que atingiu o Casarão de Balneário Carapebus na manhã desta terça(25) deve sair em 10 dias. A informação é do Corpo de Bombeiros. Além da perícia que será feita pela corporação, a Defesa Civil também vai avaliar as condições estruturais do imóvel. As informações são da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros.

O incêndio foi apagado por volta das 11h. Sob a condição do anonimato, um dos bombeiros que trabalhava no combate às chamas disse que as paredes do imóvel podem ter ficado comprometidas. Tanto que a área foi isolada por conta do risco de desabamentos. Quem acompanhou de perto o incêndio foi o diretor do Instituto Goiamun Iberê Sassi.

A entidade dirigida por ele recebeu a doação, na última semana, do casarão por parte da construtora MRV, que está erguendo um condomínio de prédios na região. Iberê acredita que o incêndio possa ter sido criminoso.

Ele disse que no último domingo(23) flagrou cerca de 20 pessoas tentando roubar madeira do imóvel, que foi erguido na década de 1950  com seus 44 cômodos, arquitetura alemã, túneis e passagens secretas.

Acusação

O diretor do Goiamun entende que houve omissão da construtora, pois segundo ele ainda há pendências na transferência da documentação do imóvel. “Há uma nota recomendatória do Ministério Público no sentido de que eles (MRV) deveriam preservar o Casarão até entregar para o outro responsável”, argumenta.

A MRV rebateu a critica de Iberê. Em nota, informou que presta serviço de segurança 24 horas desde o dia em que tomou posse do casarão, e que a mesma foi mantida até a transferência da propriedade através de doação para o Goiamun. O fato é que quando comprou a área dos antigos proprietários em 2011, a MRV removeu o telhado do imóvel, que passou a se deteriorar rapidamente.

Com a mobilização de ativistas ambientais e culturais da região, o Casarão foi incluído como zona de interesse histórico do município. Desde então Iberê, que também é morador da região, articula a doação do imóvel avaliado em R$ 1,3 milhão para a entidade que dirige. A promessa de Iberê é transformar o espaço em sede da Área de Proteção Ambiental (Apa) de Praia Mole e centro cultural.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br
Gabriel Almeida é jornalista do Tempo Novo há mais de sete anos. Atualmente, escreve para diversas editorias do jornal.

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