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Heineken para de fabricar cerveja em fábrica após demitir 3 mil funcionários

A Heineken parou de fabricar cerveja na fábrica após demitir 3 mil funcionários.
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A Heineken parou de fabricar cerveja na fábrica após demitir 3 mil funcionários. Crédito: Divulgação
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A Heineken decidiu encerrar a fabricação de cerveja em grande escala em uma de suas unidades enquanto avança com uma forte redução de funcionários pelo mundo. Somente no primeiro semestre de 2026, aproximadamente 3 mil postos de trabalho foram eliminados pela companhia.

A mudança industrial envolve uma fábrica responsável pela produção da tradicional Tiger Beer. A unidade deixará de fabricar cervejas comercialmente em larga escala até o final de 2027.

Ao mesmo tempo, a cervejaria pretende continuar reduzindo sua estrutura global. O plano completo prevê a eliminação de 5 mil a 6 mil empregos ao longo de aproximadamente dois anos.

As medidas fazem parte de uma estratégia para diminuir despesas, simplificar operações e concentrar investimentos em áreas consideradas prioritárias para o crescimento da empresa.

Heineken demitiu 3 mil funcionários

A redução de trabalhadores ganhou velocidade durante os primeiros meses de 2026.

Em fevereiro, a Heineken anunciou um programa mundial de reorganização que poderia eliminar até 6 mil vagas em diferentes áreas da companhia.

Poucos meses depois, aproximadamente 3 mil postos já haviam sido cortados.

Dessa forma, somente no primeiro semestre, a cervejaria alcançou metade do limite máximo estabelecido para todo o programa, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Antes das mudanças, a Heineken possuía cerca de 87 mil funcionários mundialmente. Caso todos os 6 mil cortes sejam realizados, a redução corresponderá a quase 7% do quadro existente antes da reorganização.

Os desligamentos podem atingir diferentes setores. Escritórios, cervejarias, cadeia de suprimentos, áreas administrativas e outras operações aparecem dentro do processo de redução.

A Europa está entre as regiões afetadas pelas mudanças.

Heineken quer reduzir despesas

O corte de funcionários integra um programa mais amplo de eficiência dentro da companhia.

A Heineken pretende alcançar entre € 400 milhões e € 500 milhões em economias brutas com as medidas adotadas.

Além disso, a cervejaria continua procurando outras possibilidades para diminuir despesas.

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O diretor financeiro Harold van den Broek já indicou que novas oportunidades de eficiência continuam sendo analisadas pela empresa.

Portanto, outras alterações na estrutura da companhia ainda podem ocorrer durante o andamento do programa.

Heineken também muda estrutura das fábricas

As mudanças não ficaram restritas ao quadro de funcionários.

A cervejaria também começou a reorganizar sua estrutura de produção em diferentes mercados.

Uma das principais decisões envolve a unidade de Tuas, em Singapura.

A fábrica deixará de produzir cerveja comercialmente em grande escala até o final de 2027.

Atualmente, a operação fabrica produtos da Tiger Beer e outras bebidas pertencentes ao portfólio da Heineken.

Com a mudança, parte dessa produção passará para outras fábricas da companhia na Ásia.

Produção da Tiger será transferida

A Heineken pretende abastecer o mercado utilizando operações instaladas em outros países da região.

Fábricas localizadas na Malásia e no Vietnã estão entre as unidades que deverão receber parte da produção atualmente realizada em Singapura.

Com isso, a Heineken passará a importar determinadas cervejas vendidas no mercado local.

A reorganização também deverá atingir trabalhadores da fábrica de Tuas.

A Heineken deverá eliminar gradualmente aproximadamente 130 postos de trabalho até o final de 2027.

Fábrica tem ligação histórica com a Tiger Beer

O fim da fabricação em grande escala chama atenção pela relação de Singapura com uma das marcas mais conhecidas da companhia.

A Tiger Beer surgiu no país em 1932.

Posteriormente, a cerveja ganhou espaço em diferentes mercados asiáticos e passou a integrar o grupo de marcas internacionais da Heineken.

Já a atual fábrica de Tuas começou a funcionar em 1990.

Embora não seja a primeira unidade responsável pela fabricação da Tiger, a estrutura assumiu papel importante na produção da marca em Singapura.

Depois da reorganização, o país deixará de produzir a cerveja comercialmente em grande escala.

Mesmo assim, a companhia pretende continuar apresentando Singapura como a casa global da Tiger Beer.

Heineken não vai fechar completamente a fábrica

O encerramento da produção em larga escala não significa o fechamento total do complexo.

A Heineken pretende manter outras atividades dentro da estrutura de Tuas.

Parte da unidade será utilizada para operações ligadas à logística regional.

Além disso, uma cervejaria piloto continuará funcionando no local.

Essa estrutura será destinada principalmente ao desenvolvimento, testes e criação de novos produtos.

Portanto, a fábrica perderá sua principal operação industrial, mas continuará sendo utilizada pela companhia.

Mercado de cerveja

A reorganização ocorre após um período de pressão sobre o setor de bebidas.

Em 2025, o volume total comercializado pela Heineken apresentou queda de 1,2%.

Mercados maduros, especialmente na Europa, também trouxeram dificuldades para a companhia.

Além disso, consumidores passaram a controlar mais os gastos diante da pressão sobre o orçamento doméstico.

Nesse cenário, a empresa intensificou medidas para aumentar a produtividade e melhorar sua rentabilidade.

Entre as iniciativas estão cortes de despesas, redução de funcionários e mudanças na distribuição da produção entre as fábricas.

Resultados da Heineken melhoraram em 2026

Apesar das demissões e da reorganização industrial, as medidas não representam um processo de falência da cervejaria.

Alguns indicadores da companhia apresentaram avanço no primeiro semestre de 2026.

O lucro operacional orgânico cresceu 6,7% no período.

Além disso, o volume total comercializado aumentou 1,6%.

A Heineken também estabeleceu como objetivo alcançar crescimento entre 2% e 6% no lucro operacional orgânico ao longo de 2026.

Assim, a redução da estrutura ocorre dentro de uma estratégia voltada ao aumento da eficiência e das margens da companhia.

Fábricas da Heineken no Brasil continuam funcionando

Até o momento, as mudanças anunciadas mundialmente não incluem o fechamento de fábricas da Heineken no Brasil.

A companhia, inclusive, realizou investimentos recentes para ampliar sua produção no mercado brasileiro.

Entre os principais projetos está a cervejaria instalada em Passos, em Minas Gerais.

A unidade recebeu investimentos superiores a R$ 2,5 bilhões e possui aproximadamente 350 trabalhadores diretos.

A fábrica concentra principalmente a produção das marcas Heineken e Amstel.

Portanto, são duas frentes diferentes dentro da reorganização da companhia.

As aproximadamente 3 mil demissões realizadas no primeiro semestre fazem parte de um programa global que pode chegar a 6 mil cortes.

Já a interrupção da fabricação de cerveja em grande escala ocorre especificamente na unidade de Tuas, em Singapura.

A Heineken também não detalhou quantos funcionários foram ou serão desligados em cada país. Por isso, não há indicação de que os 3 mil empregos eliminados estejam concentrados no Brasil.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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