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Fabricante do Doritos e Ruffles fecha 3 fábricas, demite 700 funcionários e para de fabricar produtos

A fabricante do Doritos e Ruffles fechou 3 fábricas e demitiu 700 funcionários.
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Fabricante do Doritos e Ruffles
A fabricante do Doritos e Ruffles fechou 3 fábricas e demitiu 700 funcionários. Crédito: Divulgação
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Uma das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo está reduzindo sua estrutura industrial. A companhia fechou três fábricas, eliminou centenas de postos de trabalho e começou a retirar linhas e produtos de menor desempenho de seu portfólio.

As mudanças atingem principalmente o negócio de alimentos e snacks. Ao mesmo tempo, a empresa acelera investimentos em automação, produtividade e redução de custos para enfrentar mudanças no comportamento dos consumidores.

Duas das fábricas fechadas já respondem, juntas, por mais de 700 empregos eliminados. Além disso, uma terceira unidade encerrou as atividades, enquanto outras linhas industriais também deixaram de funcionar.

A empresa por trás da reestruturação é a PepsiCo, dona de marcas mundialmente conhecidas como Doritos, Ruffles, Pepsi, Lay’s, Cheetos, Gatorade, Quaker e Tostitos.

Os principais fechamentos aconteceram nos Estados Unidos, onde a divisão de alimentos enfrenta redução de volumes, consumidores mais atentos aos preços e uma forte mudança nos hábitos de alimentação.

Fabricante do Doritos e Ruffles fecha três fábricas

A própria PepsiCo confirmou que fechou três fábricas durante seu processo de reorganização industrial, além de encerrar diferentes linhas de produção.

Uma das unidades ficava em Liberty, no estado de Nova York.

A fábrica produzia principalmente o snack PopCorners e contava com 287 funcionários. A companhia decidiu encerrar toda a operação depois de avaliar que o crescimento da marca não sustentava mais a estrutura industrial daquele local.

Com isso, os trabalhadores foram atingidos pelo fechamento e a produção passou por reorganização.

O encerramento não significou o fim da marca PopCorners. A PepsiCo manteve o produto no mercado e reorganizou sua fabricação, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Fábrica de 55 anos também fechou

Outra unidade atingida ficava em Rancho Cucamonga, na Califórnia.

A fábrica da Frito-Lay possuía aproximadamente 55 anos de atividade e também entrou na lista de unidades encerradas.

A PepsiCo decidiu concentrar a produção em outras fábricas consideradas mais eficientes.

Embora estimativas apontassem centenas de trabalhadores na operação, a companhia não divulgou um número definitivo de demissões relacionado especificamente à unidade.

Por isso, esse total não entra na conta de mais de 700 desligamentos utilizada no título.

Fechamento de fábrica causou demissões

O terceiro grande fechamento aconteceu em Orlando, na Flórida.

A Frito-Lay encerrou uma fábrica e um armazém integrado, afetando 454 trabalhadores.

Outra estrutura de armazenamento próxima, com aproximadamente 46 funcionários, também entrou no processo de encerramento.

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Dessa maneira, somente a reorganização da operação de Orlando alcançou cerca de 500 postos de trabalho quando consideradas as diferentes estruturas.

A Frito-Lay faz parte da PepsiCo e concentra marcas gigantes do mercado de snacks.

Entre elas estão Doritos, Ruffles, Cheetos, Lay’s e Tostitos.

Fabricante do Doritos e Ruffles demitiu 700 funcionários

Considerando apenas os números oficialmente divulgados para as fábricas de Liberty e Orlando, pelo menos 741 trabalhadores foram atingidos diretamente pelos fechamentos.

São 287 funcionários em Liberty e outros 454 vinculados à fábrica e ao armazém integrado de Orlando.

Esse número ainda não inclui todos os trabalhadores da fábrica de Rancho Cucamonga.

Portanto, o impacto total da reorganização industrial pode ser maior.

A PepsiCo, no entanto, não apresentou um número consolidado de todas as demissões relacionadas às três fábricas.

Empresa também encerra linhas de produção

A reestruturação não termina no fechamento físico das unidades.

A PepsiCo também decidiu eliminar diferentes linhas de fabricação e produtos que apresentam menor desempenho comercial.

A companhia anunciou um plano para reduzir em aproximadamente 20% o número de SKUs de alimentos nos Estados Unidos.

SKU é a sigla utilizada pelo varejo para identificar cada versão individual de um produto.

Por exemplo, um mesmo Doritos pode ter sabores, tamanhos de embalagem e apresentações diferentes. Cada uma dessas versões pode representar um SKU.

Portanto, a redução de 20% não significa que a PepsiCo encerrará 20% de suas marcas.

Doritos e Ruffles não vão acabar

As principais marcas continuam estratégicas.

Doritos, Ruffles, Lay’s e Cheetos não estão sendo descontinuados.

Na realidade, a empresa está diminuindo o número de sabores, tamanhos, embalagens e versões que vendem menos.

A estratégia permite produzir uma quantidade maior dos itens mais procurados utilizando menos linhas industriais.

Além disso, a PepsiCo pretende simplificar sua cadeia de distribuição.

Essa mudança ajuda a explicar por que a empresa consegue fechar fábricas enquanto mantém suas marcas nas prateleiras.

Fabricante do Doritos e Ruffles quer economizar bilhões

A companhia vem acelerando seus esforços para aumentar a produtividade.

Entre as medidas estão automação de fábricas, digitalização, simplificação da cadeia de produção e redução de despesas administrativas.

A empresa também revisa o tamanho de fábricas, armazéns e centros de distribuição.

Com isso, a PepsiCo pretende aumentar suas margens e recuperar o desempenho principalmente do negócio de alimentos na América do Norte.

Venda de snacks mudou

Uma das principais dificuldades está justamente no mercado de salgadinhos.

Os consumidores americanos reduziram a frequência de compras em algumas categorias, enquanto preços mais elevados também pressionaram as vendas.

No segundo trimestre de 2026, a divisão de alimentos da PepsiCo na América do Norte registrou nova queda nas vendas.

Mesmo depois de a companhia reduzir preços de produtos importantes, como Lay’s e Doritos, a recuperação dos volumes continuou limitada.

A situação aumentou a pressão sobre a companhia para cortar custos.

Mudança na alimentação

Outro problema envolve uma transformação mais ampla na alimentação.

Consumidores passaram a procurar mais produtos com proteínas, fibras, menos ingredientes artificiais e menor quantidade de açúcar.

A PepsiCo respondeu acelerando mudanças em seu portfólio.

A empresa começou a reformular diferentes produtos e também desenvolveu novas versões de marcas tradicionais.

Entre as novidades aparece, por exemplo, o Doritos Protein, que tenta aproveitar o crescimento da procura por alimentos ricos em proteína.

Ao mesmo tempo, versões consideradas pouco relevantes começam a sair de linha.

Investidor bilionário aumentou pressão

A PepsiCo também passou a enfrentar pressão de investidores.

O fundo Elliott Management construiu uma participação bilionária na companhia e começou a defender mudanças mais profundas para melhorar os resultados.

Entre os pontos discutidos estavam justamente a estrutura de custos, o enorme número de produtos e a eficiência da cadeia industrial.

Depois disso, a PepsiCo acelerou medidas envolvendo produtividade, fábricas e simplificação do portfólio.

Fabricante do Doritos e Ruffles possui 300 mil funcionários

Apesar dos fechamentos, a companhia permanece entre as maiores empresas de alimentos e bebidas do planeta.

A PepsiCo terminou 2025 com aproximadamente 306 mil funcionários em suas operações globais.

Seus produtos são vendidos em mais de 200 países e territórios.

A empresa controla algumas das marcas mais valiosas do mercado mundial de bebidas e snacks.

Por isso, os fechamentos não representam uma situação de falência.

Eles fazem parte de um processo de reorganização para reduzir custos e aumentar a rentabilidade.

Situação no Brasil é diferente

No Brasil, não existe atualmente anúncio de uma onda equivalente de fechamento de fábricas da PepsiCo.

A companhia mantém importantes operações industriais no país e continua investindo em suas unidades brasileiras.

Uma das fábricas fica em Sete Lagoas, Minas Gerais, onde a PepsiCo investiu recentemente em novas tecnologias para sua operação de snacks.

A empresa também mantém unidades em outros estados e segue produzindo marcas conhecidas pelos consumidores brasileiros.

Portanto, Doritos, Ruffles, Cheetos e Lay’s continuam sendo comercializados normalmente no Brasil.

As principais medidas de fechamento citadas nesta reestruturação ocorreram no exterior.

Fabricante do Doritos e Ruffles muda sua estrutura de produção

O cenário mostra uma PepsiCo mais agressiva na busca por eficiência.

A dona de Doritos e Ruffles fechou três fábricas, encerrou diferentes linhas industriais e começou a eliminar quase 20% das versões de produtos de sua operação americana de alimentos.

Somente dois dos três grandes fechamentos possuem números públicos que somam 741 trabalhadores diretamente atingidos.

Ao mesmo tempo, a companhia continua investindo nas marcas que considera mais fortes.

Assim, a estratégia não consiste em abandonar produtos como Doritos ou Ruffles, mas em produzir menos variedades, concentrar a fabricação em menos locais e reduzir estruturas consideradas caras.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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