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Greve é decretada e bancos estarão fechados a partir de quinta-feira em todo o Brasil

Os bancários decretaram greve e bancos estarão fechados em todo o Brasil.
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Greve Bancos
Os bancários decretaram greve e bancos estarão fechados em todo o Brasil. Crédito: Divulgação
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A greve nos bancos ganha dimensão nacional a partir desta semana e deverá afetar o atendimento presencial em agências de diferentes regiões do Brasil. Trabalhadores já aprovaram paralisações por tempo indeterminado, enquanto outras categorias ainda tentam uma última rodada de negociação antes de decidir pela suspensão das atividades.

O movimento não começará ao mesmo tempo em todo o país. Algumas bases anteciparam a paralisação, enquanto a maior concentração de greves está marcada para quinta-feira, 10 de setembro.

A situação mais ampla envolve a Caixa Econômica Federal. Funcionários de 93 bases sindicais votaram pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 10. O Banco do Brasil também terá paralisações: 27 bases aprovaram greve para a mesma data.

Antes disso, porém, clientes de algumas regiões já poderão encontrar unidades fechadas. O Pará iniciou a greve no dia 4, enquanto Maranhão, Rio Grande do Norte e empregados da Caixa em Goiás têm paralisações programadas para esta terça-feira, 8 de setembro.

Dessa maneira, o impacto dependerá do banco, da cidade e da adesão dos trabalhadores de cada agência.

Greve nos bancos já foi aprovada em vários estados

As decisões tomadas em assembleias espalharam o movimento por diferentes regiões do Brasil. Até o momento, há greves aprovadas ou em andamento nas seguintes localidades, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo:

  • São Paulo: diversas bases da Caixa aprovaram greve, incluindo São Paulo, Osasco e várias cidades do interior;
  • Rio de Janeiro: empregados da Caixa representados pelo sindicato da capital aprovaram paralisação;
  • Minas Gerais: Caixa e BB terão greve em Belo Horizonte e municípios da base sindical;
  • Espírito Santo: Caixa, Banco do Brasil, Banestes e Banco do Nordeste param a partir do dia 10;
  • Pará: paralisação de bancos públicos e privados, exceto Banpará, iniciada em 4 de setembro;
  • Maranhão: greve por tempo indeterminado a partir de 8 de setembro;
  • Rio Grande do Norte: paralisação prevista para 8 de setembro;
  • Goiás: empregados da Caixa entram em greve no dia 8;
  • Bahia: greve na Caixa, BB e BNB a partir de 10 de setembro;
  • Ceará: Caixa e Banco do Brasil terão paralisação no dia 10;
  • Paraíba: bases do Banco do Brasil e da Caixa aprovaram greve para o dia 10;
  • Alagoas: paralisação confirmada na Caixa;
  • Pernambuco: trabalhadores da Caixa entram em greve no dia 10;
  • Piauí: há bases com greve aprovada no Banco do Brasil e na Caixa;
  • Sergipe: Caixa, BB e BNB terão greve;
  • Tocantins: empregados da Caixa e do Banco do Brasil aprovaram paralisação;
  • Distrito Federal: Caixa entra em greve no dia 10;
  • Paraná: diferentes bases da Caixa aprovaram greve;
  • Mato Grosso do Sul: bases da Caixa decidiram pela paralisação.

Como sindicatos ainda realizam reuniões e negociações, novas bases podem aderir ou rever decisões ao longo dos próximos dias.

Caixa concentra maior número de greves

A Caixa Econômica Federal aparece no centro da mobilização nacional.

O levantamento das assembleias indica que 93 bases sindicais decidiram iniciar greve por tempo indeterminado em 10 de setembro.

Outras 35 bases também rejeitaram a proposta apresentada pela instituição, mas escolheram continuar negociando antes de deflagrar uma paralisação.

Entre os principais pontos de conflito está o Saúde Caixa. Os funcionários questionam regras relacionadas ao financiamento do plano e também apresentam reivindicações envolvendo carreira, remuneração, condições de trabalho e manutenção de direitos.

Por isso, a Caixa deverá concentrar uma das maiores adesões à greve desta semana.

Banco do Brasil também enfrenta greve

A situação do Banco do Brasil varia conforme a região.

Em todo o país, 27 bases sindicais rejeitaram a proposta e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro.

Outras 60 bases rejeitaram o acordo apresentado pela instituição, porém decidiram insistir em uma retomada das negociações antes de interromper o trabalho.

Há greve aprovada no BB em locais como Bahia, Ceará, Piauí e Belo Horizonte e região.

Já em São Paulo e Osasco, os empregados aceitaram a proposta. No Rio de Janeiro e no Distrito Federal, houve rejeição, mas os trabalhadores ainda buscam uma nova negociação.

Com isso, o funcionamento do Banco do Brasil poderá mudar bastante de uma cidade para outra.

Pará foi o primeiro a começar a greve

O Pará antecipou o movimento e iniciou a paralisação à zero hora de sexta-feira, 4 de setembro.

A decisão dos bancários alcança instituições públicas e privadas representadas pelo sindicato estadual. O Banpará ficou fora do movimento aprovado.

Além disso, funcionários do Banco da Amazônia rejeitaram posteriormente a proposta específica da instituição e mantiveram a paralisação.

Assim, o Pará entrou em greve antes da maior onda nacional prevista para os dias 8 e 10.

Maranhão entra em greve

Os bancários do Maranhão começam uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, 8 de setembro.

A categoria rejeitou as propostas apresentadas durante a Campanha Salarial de 2026 e decidiu interromper as atividades.

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O sindicato estadual já informou a população sobre o movimento.

Com isso, o Maranhão passa a integrar o primeiro grupo de estados com paralisação antes do dia 10.

Rio Grande do Norte também começa greve nesta semana

No Rio Grande do Norte, a greve também começa nesta terça-feira.

Os bancários rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban e aprovaram a suspensão das atividades a partir de 8 de setembro.

A decisão foi tomada em assembleia e permanece válida.

Portanto, o estado deverá sentir os efeitos da paralisação antes da mobilização mais ampla prevista para quinta-feira.

Caixa terá greve antecipada em Goiás

Em Goiás, funcionários da Caixa decidiram iniciar a paralisação ainda nesta terça-feira, dois dias antes da data adotada pela maioria das bases.

A proposta da instituição recebeu rejeição de 96,5% dos participantes da votação.

Depois desse resultado, os trabalhadores aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 8 de setembro.

Assim, unidades da Caixa em cidades representadas pela base sindical poderão ter alterações no atendimento já nesta terça.

Quatro bancos entram em greve no Espírito Santo

O Espírito Santo terá paralisações em quatro instituições a partir de quinta-feira, 10 de setembro.

Funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banestes e Banco do Nordeste rejeitaram as respectivas propostas e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.

Em contrapartida, trabalhadores de bancos privados e do Bandes aprovaram os acordos apresentados.

Nos bancos privados, 74% dos participantes votaram pela aceitação da proposta. No Bandes, 51% foram favoráveis.

Consequentemente, o impacto da greve no Espírito Santo ficará concentrado principalmente nas quatro instituições públicas que rejeitaram os acordos.

Bahia terá paralisação em três grandes bancos públicos

Na Bahia, funcionários da Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste decidiram iniciar greve no dia 10.

Os índices de rejeição foram elevados. Na Caixa, 97,52% dos votantes recusaram a proposta. No BB, o percentual chegou a 83,82%. No Banco do Nordeste, 72,97% votaram contra.

Os funcionários dos bancos privados, por outro lado, aceitaram a proposta geral apresentada pela Fenaban.

Assim, a paralisação baiana ficará concentrada principalmente nas instituições públicas.

Ceará confirma greve no BB e na Caixa

Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil no Ceará também aprovaram a paralisação.

A greve começa à zero hora de quinta-feira, 10 de setembro, sem prazo determinado para terminar.

No Banco do Brasil, 79,47% rejeitaram o acordo. Na Caixa, o índice de rejeição alcançou 95,67%.

Já trabalhadores dos bancos privados e do Banco do Nordeste aceitaram as propostas apresentadas.

Paraíba terá greve na Caixa e no Banco do Brasil

Na base do Sintrafi-PB, trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 10.

A proposta do BB recebeu rejeição de 77,38%. Na Caixa, 93,58% dos participantes votaram contra o acordo.

Em sentido contrário, funcionários dos bancos privados, Banco do Nordeste e BRB aceitaram suas propostas.

Como existem diferentes representações sindicais no estado, a abrangência da greve poderá mudar conforme a cidade.

Alagoas concentra movimento na Caixa

Em Alagoas, a paralisação confirmada nesta etapa está concentrada nos funcionários da Caixa.

Os empregados rejeitaram a proposta e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro.

Os funcionários do Banco do Brasil também recusaram o acordo, porém decidiram tentar uma nova negociação antes de deflagrar greve.

Por enquanto, portanto, a Caixa é a instituição com paralisação efetivamente aprovada no estado.

Pernambuco terá greve da Caixa

A Caixa também ficará no centro da mobilização em Pernambuco.

A proposta da instituição foi rejeitada por 95,48% dos votantes, e os funcionários decidiram começar greve por tempo indeterminado no dia 10.

Os trabalhadores dos bancos privados aceitaram o acordo da Fenaban. O Banco do Nordeste também teve sua proposta aprovada.

Já os funcionários do Banco do Brasil rejeitaram o acordo, mas optaram por continuar negociando antes de entrar em greve.

Três bancos públicos terão greve em Sergipe

Em Sergipe, a paralisação atingirá Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.

Os trabalhadores das três instituições rejeitaram suas propostas e aprovaram greve por tempo indeterminado.

A paralisação começa à zero hora de 10 de setembro.

Com isso, clientes desses bancos poderão enfrentar mudanças no atendimento presencial em diferentes municípios sergipanos.

Tocantins terá greve no BB e na Caixa

Os bancários do Tocantins também aprovaram paralisação em duas das maiores instituições públicas do país.

Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil rejeitaram os acordos apresentados durante a Campanha Salarial de 2026.

A greve começa em 10 de setembro e foi aprovada por tempo indeterminado.

Belo Horizonte e região terão greve em dois bancos

Em Minas Gerais, a decisão confirmada alcança trabalhadores representados pelo sindicato de Belo Horizonte e região.

Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil aprovaram greve para 10 de setembro.

Na Caixa, 93,5% rejeitaram a proposta, enquanto 68,2% votaram pela paralisação.

No Banco do Brasil, 81% dos participantes rejeitaram o acordo, e a opção pela greve superou a alternativa de manter apenas as negociações.

Como existem outras bases sindicais em Minas Gerais, essa decisão não representa automaticamente todos os municípios do estado.

Caixa terá greve no Rio de Janeiro

Os empregados da Caixa representados pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro aprovaram paralisação por tempo indeterminado.

A proposta recebeu rejeição de 96,49% dos votantes. Além disso, 79,69% apoiaram o início da greve no dia 10.

No Banco do Brasil, a proposta também foi rejeitada. Entretanto, os funcionários decidiram buscar uma retomada das negociações antes de cruzar os braços.

Funcionários da Caixa param no Distrito Federal

No Distrito Federal, a greve confirmada também envolve a Caixa Econômica Federal.

Os trabalhadores aprovaram paralisação por tempo indeterminado a partir de quinta-feira, 10 de setembro.

No Banco do Brasil, a categoria recusou o acordo, mas optou por continuar negociando antes de decidir por uma greve.

Paraná terá paralisação da Caixa em diferentes regiões

Funcionários da Caixa de várias regiões do Paraná decidiram aderir ao movimento nacional.

Em uma votação envolvendo dez bases sindicais ligadas à Federação dos Bancários do Paraná, 596 trabalhadores votaram pela greve, enquanto 58 foram contrários e 19 se abstiveram.

A paralisação começa em 10 de setembro.

Participaram da votação trabalhadores de regiões como Cascavel, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Paranaguá e Pato Branco, entre outras.

No Banco do Brasil, a votação também apontou maioria favorável à paralisação. Contudo, devido ao resultado apertado, uma nova reunião deverá definir os próximos passos.

Mato Grosso do Sul terá mobilização na Caixa

Funcionários da Caixa também rejeitaram a proposta em diferentes bases sindicais de Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande e região, 87,59% dos participantes recusaram o acordo, e o sindicato começou a organizar a mobilização para 10 de setembro.

Outras bases, como Naviraí e Três Lagoas, também apareceram nos levantamentos nacionais entre aquelas com decisões favoráveis à greve.

Assim, a paralisação poderá atingir diferentes partes do estado.

São Paulo concentra dezenas de bases com greve aprovada

São Paulo aparece entre os estados com maior número de bases da Caixa favoráveis à paralisação.

Há greve aprovada em regiões como São Paulo e Osasco, ABC, Araraquara, Taubaté, Vale do Paraíba, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Catanduva, Assis e Barretos.

Na base de São Paulo e Osasco, 90% dos empregados da Caixa rejeitaram a proposta e aprovaram greve a partir do dia 10.

Já funcionários dos bancos privados e do Banco do Brasil dessa mesma base aceitaram seus respectivos acordos.

Por esse motivo, a Caixa deverá concentrar o maior impacto na capital e em diversas regiões paulistas.

Nem todas as agências bancárias vão fechar

Embora o movimento tenha alcançado grande parte do país, a aprovação da greve não significa fechamento automático de todas as agências brasileiras.

Cada sindicato realizou sua própria assembleia e tomou decisões diferentes. Além disso, a abertura ou não de determinada unidade dependerá do número de funcionários que aderirem à paralisação.

Na prática, algumas agências podem permanecer totalmente fechadas. Outras podem operar com equipes reduzidas, enquanto unidades localizadas em bases que aceitaram os acordos poderão funcionar normalmente.

Neste momento, a Caixa Econômica Federal concentra o maior número de greves confirmadas. O Banco do Brasil também deverá enfrentar paralisações importantes, além de bancos públicos regionais em determinados estados.

Pix, aplicativos e internet banking devem continuar disponíveis

A paralisação dos funcionários das agências não significa interrupção automática de todo o sistema bancário.

Serviços digitais como Pix, aplicativos, internet banking e pagamentos com cartões tendem a continuar disponíveis.

Caixas eletrônicos também poderão permanecer em operação, embora serviços que dependem diretamente de funcionários ou atendimento presencial possam sofrer impacto.

Por isso, clientes que precisam resolver questões exclusivamente dentro de uma agência devem verificar previamente a situação da unidade.

O que provocou a greve dos bancários?

As paralisações fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários de 2026.

A proposta negociada com a Fenaban estabelece reposição integral do INPC e ganho real de 0,6% em 2026, com a mesma fórmula prevista para 2027.

O reajuste também se aplica a benefícios e verbas como vale-refeição, vale-alimentação, pisos salariais e Participação nos Lucros e Resultados.

A maior parte das bases dos bancos privados aprovou essa proposta.

Os principais impasses, porém, permaneceram nas negociações específicas de instituições públicas, principalmente Caixa e Banco do Brasil.

Além de remuneração, as discussões envolvem temas como plano de saúde, carreira, metas, condições de trabalho, benefícios e manutenção dos postos de trabalho.

Quando começa a greve nacional nos bancos?

O movimento será ampliado em etapas.

No Pará, a paralisação começou em 4 de setembro.

Nesta terça-feira, 8 de setembro, entram no calendário Maranhão, Rio Grande do Norte e os funcionários da Caixa em Goiás.

A maior expansão, entretanto, está programada para quinta-feira, 10 de setembro. A partir dessa data, dezenas de bases sindicais da Caixa, Banco do Brasil e outras instituições públicas deverão iniciar greves por tempo indeterminado.

Negociações ainda poderão ocorrer antes do início das paralisações. Caso apareçam novas propostas, algumas categorias poderão convocar novas assembleias.

Até o momento, porém, as greves permanecem aprovadas, e sindicatos de diferentes estados já organizam a paralisação que poderá alterar o atendimento nas agências bancárias em várias partes do Brasil.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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