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Adeus, Brasil: gigante industrial fecha mega fábrica e pode demitir todos os funcionários

Fábrica terá produção encerrada e funcionários serão demitidos.
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Fábrica no Brasil Gigante industrial
Fábrica será fechada no Brasil. Crédito: Divulgação
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Uma gigante da indústria mundial decidiu encerrar uma operação que funcionava há cerca de dez anos no Brasil. A medida coloca centenas de empregos em risco e abre um período de incerteza para trabalhadores que ainda aguardam uma definição sobre o futuro da fábrica.

A produção já chegou ao fim e os últimos veículos fabricados seguem apenas para distribuição às concessionárias. Enquanto isso, cerca de 371 funcionários permanecem vinculados à unidade, mas ainda não sabem se continuarão empregados nos próximos meses.

A empresa em questão é a Land Rover, que deixará de produzir veículos em sua fábrica de Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro. O encerramento marca o fim da montagem nacional dos modelos da marca e encerra uma operação que nunca alcançou o desempenho esperado.

Produção da gigante industrial chega ao fim no Brasil

A fábrica de Itatiaia iniciou as atividades há aproximadamente uma década com a proposta de fortalecer a presença da marca no mercado brasileiro. Durante esse período, a unidade montou modelos como o Discovery Sport e o Range Rover Evoque.

Mesmo assim, o projeto não conseguiu atingir o volume de vendas necessário para manter a produção nacional. Com isso, a empresa decidiu colocar um ponto final na operação industrial brasileira.

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Segundo informações divulgadas pela fabricante, a produção ocorreu normalmente durante o mês de junho, seguindo o planejamento interno.

Agora, os veículos restantes serão enviados às concessionárias até meados de julho, encerrando definitivamente essa etapa, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Volume de vendas pesou na decisão

Os números do mercado ajudam a explicar o encerramento da fábrica. Em 2025, a Land Rover comercializou apenas 757 veículos no Brasil.

Além disso, entre janeiro e maio deste ano, Discovery Sport e Range Rover Evoque registraram juntos somente 264 emplacamentos. O desempenho ficou abaixo do necessário para justificar a continuidade da montagem local.

Outro fator importante envolve o próprio modelo de produção adotado pela unidade.

A fábrica operava pelo sistema conhecido como SKD, no qual grande parte das peças chegava praticamente pronta do exterior. No Brasil, os veículos passavam apenas pela etapa final de montagem, tornando a operação bastante dependente de componentes importados.

Empregos dos funcionários seguem sem definição

A maior preocupação agora envolve os trabalhadores.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiaia e Porto Real (Sindireal), a unidade mantém 371 empregos diretos. Apesar do encerramento da produção, os funcionários continuam participando de cursos de qualificação enquanto aguardam uma decisão sobre o futuro da fábrica.

Segundo o diretor administrativo do sindicato, Bruno Mendonça Streva, o principal objetivo das negociações é preservar o maior número possível de postos de trabalho caso outra empresa assuma a unidade.

O sindicato também informou que a Jaguar Land Rover continua cumprindo o acordo coletivo vigente e as obrigações trabalhistas. Ainda assim, a entidade busca garantias para evitar demissões em massa durante a transição.

Fábrica da gigante industrial pode ganhar um novo dono

Apesar da saída da Land Rover, a unidade de Itatiaia poderá voltar a produzir veículos nos próximos anos.

A fabricante chinesa Omoda & Jaecoo, pertencente ao grupo Chery, negocia assumir a fábrica. Representantes da empresa já participaram de reuniões com a Prefeitura de Itatiaia para discutir incentivos fiscais e as condições necessárias para instalar a nova operação.

As conversas também envolvem o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Assembleia Legislativa, principalmente em relação aos benefícios tributários que podem viabilizar o investimento.

Caso o acordo seja concluído, a fábrica passará por adaptações antes de iniciar uma nova fase de produção.

Unidade poderá fabricar até 100 mil veículos por ano

O projeto discutido prevê uma retomada gradual das atividades.

Na primeira etapa, a fábrica teria capacidade para produzir cerca de 87 mil veículos por ano. Em seguida, a expectativa é ampliar esse número para aproximadamente 100 mil unidades anuais a partir do segundo semestre de 2027.

Até que a negociação seja concluída, porém, o cenário permanece indefinido para os atuais funcionários. A principal dúvida é se a futura operação conseguirá absorver todos os trabalhadores ou se parte deles acabará desligada durante a transição.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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