Gasto do estado pode crescer R$ 25 milhões com rodovias federais

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Para o secretário estadual de Transporte e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli o custo é muito alto para o ES assumir. Foto: Divulgação
Para o secretário estadual de Transporte e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli o custo é muito alto para o ES assumir. Foto: Divulgação
Para o secretário estadual de Transporte e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli o custo é muito alto para o ES assumir. Foto: Divulgação

As contas públicas do Espírito Santo podem ficar R$ 25 milhões mais caras em 2016. Isto por conta do projeto que trata da devolução de estradas federais aos estados.

O Espírito Santo é um dos estados afetados e pode ter que assumir, em janeiro de 2016, a gestão de 234 km de trechos de rodovias federais, hoje cuidadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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O custo para isto seria em torno de R$ 25 milhões anuais para manter as estradas com serviços regulares de conservação, recuperação, sinalização e fiscalização eletrônica.

O secretário estadual dos Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli, participou da 13ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), que contou com a presença do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

Durante o encontro, que reuniu secretários de 20 estados essa semana no Rio de Janeiro, uma das pautas em discussão foi os efeitos da aplicação da Medida Provisória Nº 82/2002, que dispõe sobre a transferência para os 15 estados de parte da malha rodoviária sob jurisdição federal.

Na reunião, os secretários apresentaram as dificuldades de seus estados em arcar com esses custos. O ministro dos Transportes se comprometeu a reanalisar a Medida Provisória e solicitou um diagnóstico das rodovias e necessidades de investimentos. Os estados têm prazo até final de julho para apresentar as informações.

Protelação

O acordo que transferia essas estradas para os Estados foi firmado no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, por meio de uma medida provisória. Pelo compromisso, cada Estado receberia R$ 130 mil por quilômetro de rodovia como compensação.

A conservação dos trechos entrou em um limbo jurídico, porque a medida foi vetada no ano seguinte pelo novo governo federal. Em 2006, a União aceitou arcar provisoriamente com a manutenção desses trechos, por um prazo que acabou prorrogado até o final de 2015.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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