E veja as notícias do Brasil e do ES com destaque nas suas buscas

Empresário suspeito de matar família na véspera de Natal é preso na Serra

Investigação de seis meses comprovou embriaguez e velocidade de 143 km/h. O suspeito foi capturado dentro de um ônibus, supostamente tentando deixar o Espírito Santo.
Compartilhe:
A família seguia de Cariacica para passar o Natal na Bahia quando foi atingida na BR-101. Seis meses depois, o suspeito foi preso na Serra. Crédito: Arquivo pessoal
Compartilhe:

Um empresário investigado por provocar o acidente que matou quatro integrantes de uma mesma família na BR-101, em Jaguaré, na noite de 23 de dezembro de 2025, foi preso na Serra na última quinta-feira (18). A Polícia Civil o localizou dentro de um ônibus interestadual, supostamente tentando deixar o Espírito Santo.

A prisão foi resultado de seis meses de investigação conduzida pelo Ciat Norte e pelas delegacias de Jaguaré e João Neiva, com apoio da Polícia Científica, da PRF e da Polícia Militar. O empresário foi indiciado por quatro homicídios com dolo eventual, três lesões corporais com dolo eventual, embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local do acidente.

O acidente que destruiu uma família

O acidente aconteceu por volta de 0h05. O empresário dirigia uma caminhonete Dodge RAM quando colidiu com força na traseira de um Fiat Palio, que foi arremessado para a pista contrária e bateu em outros dois veículos, um Toyota Corolla e um Chevrolet Cruze. As quatro mortes foram constatadas no local. Outras três pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região.

Receba as notícias mais importantes do dia no grupo de WhatsApp do Tempo Novo

As vítimas, um casal e duas crianças, seguiam de Cariacica para Arataca, no sul da Bahia, onde passariam o Natal.

A investigação comprovou que o suspeito trafegava a aproximadamente 143 quilômetros por hora num trecho com limite de 60 km/h e sinalização com redutor de velocidade. “Esse é mais um elemento que demonstra a assunção do risco pelo investigado”, afirmou o delegado Erick Esteves, titular das delegacias de Jaguaré e Vila Valério.

A versão que não se sustentou

Cinco dias após o acidente, o empresário se apresentou à polícia alegando ter sofrido um apagão por uso de medicamentos. A investigação afastou a narrativa. Segundo Esteves, não houve elementos que sustentassem a versão, e as provas apontam para consumo excessivo de álcool antes do acidente.

O fato de o suspeito ter deixado o local sem prestar socorro e ter contatado um advogado logo após os fatos também foi considerado pela investigação para afastar a tese de que ele não se lembrava do ocorrido.

“Uma família praticamente inteira foi destruída”

O delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, classificou a prisão como uma resposta à altura da gravidade do caso. “Foi uma tragédia que comoveu toda a sociedade capixaba. Uma família praticamente inteira foi destruída. A Polícia Civil trabalhou de forma técnica, com base em provas robustas e laudos periciais, para garantir uma resposta rigorosa à altura da gravidade dos fatos e do sofrimento dos familiares das vítimas”, disse.

Após os procedimentos de praxe, o empresário foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

Leia também