Dupla de Feu Rosa aposta na produção de cerveja artesanal

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Maurício e Jackson fazem da produção artesanal da Bad Jack um hobby. Foto: Ana Paula Bonelli
Maurício e Jackson fazem da produção artesanal da Bad Jack um hobby. Foto: Ana Paula Bonelli
Maurício e Jackson fazem da produção artesanal da Bad Jack um hobby. Foto: Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli  

A cerveja é sem dúvida uma paixão nacional e o capixaba não fica atrás quando o assunto é a ‘loira’ gelada. E neste momento que as ‘brejas’ artesanais, de sabor mais apurado, vêm crescendo, o Espírito Santo já tem até um Clube da Cerveja formado por produtores e consumidores da milenar bebida feita à base de malte de cevada e lúpulo.

Dois frequentadores assíduos do Clube são os moradores de Feu Rosa, Maurício Serafim e Jackson Barreiros que produzem por hobby a cerveja artesanal Bad Jack, que é fabricada no próprio bairro. Eles também coordenam o grupo.

A Weiss é uma cerveja clara de trigo com gengibre que tem 4,7% de álcool em sua composição. Foto: Ana Paula Bonelli
A Weiss é uma cerveja clara de trigo com gengibre que tem 4,7% de álcool em sua composição. Foto: Ana Paula Bonelli

“Há alguns anos, quando comecei a experimentar cervejas diferentes percebi que a demanda estava em crescimento. Pensei em criar algo que fosse ponte entre os aficionados, vitrine para expor essas obras de arte e um canal para propagação da cultura cervejeira. Assim surgiu o Clube da Cerveja, um grupo que faz eventos, encontros, promoções, parcerias com estabelecimentos, além de compras coletivas, o que aumenta bastante o acesso às cervejas mais difíceis de encontrar”, explica Maurício.

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Serafim conta que por meio desta rede de relacionamento foi que surgiu a coragem de fazer sua própria cerveja. “Meu sócio então inventou uma viagem com a esposa até a Bahia. Puro pretexto para voltar com o carro cheio de panelas, fogareiro, baldes para fazermos a cerveja”, revela.

A Pé na Porter é uma cerveja escura do estilo porter. Foto: Divulgação
A Pé na Porter é uma cerveja escura do estilo porter. Foto: Divulgação

Tanto Maurício quanto seu parceiro Jackson estudam muito para executar bem as receitas da cerveja artesanal. “Antes de elaborarmos uma receita, procuramos estudar e absorver mais sobre o estilo que queremos. Inclusive tomando a cerveja feita por outros produtores “, destaca Jackson.

A Bad Jack tem capacidade para produzir 80 litros de cerveja por mês de vários tipos. A mais conhecida é a “Pé na Porter”, cerveja escura do estilo porter, originada no Reino Unido. “A nossa versão atual está com 5.5% de álcool. Ela ganhou destaque pela receita que ficou muito boa e o visual do rótulo que casou várias referências numa imagem, crédito para nosso designer Frederico Vieira que capturou a essência da coisa”, destaca Jackson.

Outra versão que faz sucesso com os amigos é a Weiss, cerveja clara de trigo com gengibre que tem 4,7% de álcool em sua composição.

O produto não é vendido, mas quem quiser experimentar pode acompanhar os encontros do Clube da Cerveja do ES por meio do Facebook. “Nós trocamos, presenteamos e bebemos em algum de nossos encontros e eventos”, conclui Jackson.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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