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sexta-feira, 03 de julho de 2020

Cuidado para não se machucar em tempo de ‘pular fogueira’

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Maria Aparecida, da Arte Fogos, orienta cliente para o uso dos fogos de artifício que viram febre em tempos de festas juninas. Foto: Edson Reis
Maria Aparecida, da Arte Fogos, orienta cliente para o uso dos fogos de artifício que viram febre em tempos de festas juninas. Foto: Edson Reis

Por Ayanne Karoline

“Pula a fogueira iá, iá; pula a fogueira iô, iô. Cuidado para não se queimar, pois essa fogueira já queimou o meu amor”. Nos versos dessa típica música de festa junina é revelado um dos perigos por trás das comemorações do famoso “São João”. Fogos de artifício, fogueiras e até balões estão na lista das brincadeiras que podem terminar mal. Os motivos estão relacionados à inexperiência, imprudência e até ao abuso de bebidas alcoólicas.

Casos comuns como o da moradora de Carapina, Josy Norberto. Ela foi vítima de um rojão e perdeu parte dos dedos da mão esquerda. Tudo ocorreu próximo de um campo, onde a família assistia a um jogo de futebol.

Assim como Josy, muitos são vítimas desse tipo de acidente, principalmente em época de festa junina. No Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, que é referência no assunto, a demanda aumenta assustadoramente.

Segundo o cirurgião plástico Fabrício Mattedi Regiani, esse é o período que concentra praticamente todas as ocorrências deste tipo, no ano. “São queimaduras sérias, com consequências graves, como dilaceração de membros. Elas ocorrem, em sua maioria, por causa de manuseio incorreto de fogos, rojões e fogueiras”, afirma.

Incêndios

O meio ambiente e o patrimônio público e privado também sofrem com as brincadeiras juninas. Os incêndios provocados por balões e fogos de artifício causam grandes danos. De acordo com o Corpo de Bombeiros não há registros recentes deste tipo na Serra. Porém, os balões de São João ainda são usados, mesmo que ilegalmente.

A oficial de operações Raquel Santana, da 3ª Companhia do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, localizado na Serra, explica que a brincadeira é crime, previsto no artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais. A pena é de detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas, cumulativamente. Além da pena, vale ressaltar que os crimes ambientais são inafiançáveis. “O prejuízo que causa não pode ser controlado, afinal não é possível saber onde o balão vai cair”, afirma Raquel.
Vender fogos e rojões para menor pode dar cadeia

Além da proibição dos balões, existem regras para fogos de artifício. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a venda de fogos de artifício que possam causar algum dano para menores. As populares bombinhas e os traques podem ser vendidos, pois estão regulamentados. Por outro lado, a venda de bombas, pólvora e rojões para menores, pode acarretar em pena de seis meses a dois anos de reclusão.

Em caso de incêndios provocados por balões ou fogos de artifícios, o morador pode ligar para a Polícia Militar (190) ou Corpo de Bombeiros (193). Caso haja vítimas, a emergência também pode ser acionada, através do Samu (192).

Referências

Para casos de queimaduras, o Hospital Jayme Santos Neves é referência no Estado e fica localizado na Serra, assim como o Vitória Apart Hospital. Para crianças, a orientação é que sejam encaminhadas ao Hospital Infantil de Vitória.

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