Garis, margaridas e coletores terceirizados de diversos municípios do Espírito Santo vão cruzar os braços a partir da madrugada desta segunda-feira (22). A mobilização integra uma greve nacional da categoria e tem como principal pauta a aprovação do Projeto de Lei nº 4.146/2020, que cria um piso salarial nacional para os trabalhadores da limpeza urbana.
A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares no Estado do Espírito Santo (Sindilimpe-ES) e deve atingir cidades da Grande Vitória e do interior do Estado.
A proposta em discussão no Congresso Nacional prevê piso salarial de R$ 3.036 para garis, margaridas e coletores, além de estabelecer direitos como adicional de insalubridade em grau máximo e aposentadoria especial. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado e aguarda votação no Senado.
Segundo a presidente do Sindilimpe-ES, Evani Reis, a greve é uma forma de pressionar pela votação da matéria e chamar atenção para a valorização dos profissionais da limpeza urbana.
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“Somos uma categoria essencial para a saúde pública, para a preservação ambiental e para o funcionamento das cidades. Mesmo desempenhando um serviço indispensável, ainda não contamos com um piso salarial nacional nem com o reconhecimento que a categoria merece”, afirmou.
De acordo com o sindicato, a decisão pela paralisação ocorreu após sucessivas tentativas de diálogo com o Senado Federal para tratar da tramitação do projeto.
A entidade destaca que o movimento ocorrerá de forma pacífica e organizada, sem fechar as portas para negociações com empresas, órgãos públicos e demais instituições envolvidas.
A expectativa da categoria é que a mobilização nacional aumente a pressão pela aprovação do projeto, considerado pelos trabalhadores um passo importante para garantir melhores condições de trabalho e valorização profissional para milhares de pessoas que atuam diariamente na limpeza urbana em todo o país.

