O mercado de assessoria de investimentos continua em expansão no Brasil e tem encontrado na tecnologia uma aliada para oferecer atendimento mais personalizado aos investidores. Em março de 2026, o país alcançou a marca de 27.721 assessores de investimentos credenciados, segundo dados da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord). O número representa um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025 e reforça a consolidação da profissão no mercado financeiro brasileiro.
O avanço também é percebido no Espírito Santo. Dados da B3 apontam que o Estado reúne cerca de 133 mil investidores em renda variável, refletindo o aumento do interesse por planejamento financeiro, proteção patrimonial e estratégias de investimento mais sofisticadas. O movimento acompanha o fortalecimento da economia capixaba e a busca crescente de empresários, produtores rurais e investidores por orientação especializada.
Diante desse cenário, instituições financeiras vêm ampliando o uso da inteligência artificial para apoiar o trabalho dos assessores de investimentos. A proposta é utilizar tecnologia e análise de dados para tornar as recomendações mais precisas, otimizar processos e permitir um acompanhamento mais próximo das necessidades dos clientes.
Na XP, uma das maiores instituições financeiras do país, a inteligência artificial passou a integrar a rotina dos assessores como ferramenta de apoio à análise de informações, preparação de reuniões e identificação de oportunidades de investimento alinhadas ao perfil de cada cliente.
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Segundo Guilherme Sant’Anna, diretor de Distribuição e Segmentos da XP, a tecnologia tem como objetivo ampliar a capacidade de atuação dos profissionais sem substituir o relacionamento humano.
“Na XP, priorizamos a excelência em servir o investidor. A tecnologia entra para potencializar o assessor e permitir que ele atue de forma ainda mais estratégica, ajudando o cliente a organizar sua vida financeira como um todo e a tomar decisões mais conscientes ao longo do tempo”, afirma.
A transformação acompanha uma mudança no próprio papel do assessor de investimentos. Além da construção de carteiras, esses profissionais passaram a atuar de forma mais ampla no planejamento financeiro, auxiliando clientes na definição de objetivos, organização patrimonial e tomada de decisões de longo prazo.
Para Gabriel Santos, Head de Arquitetura e Dados da XP Inc., a inteligência artificial permite transformar grandes volumes de informações em análises mais relevantes para o investidor.
“Construímos uma inteligência baseada em dados, interações e contexto do cliente que alimenta modelos de hiperpersonalização. O objetivo é transformar informações dispersas em inteligência acionável para o assessor, permitindo recomendações mais relevantes e decisões que realmente contribuam para que o investidor alcance seus objetivos”, explica.
No Espírito Santo, profissionais do setor destacam que a tecnologia fortalece o trabalho consultivo, mas não substitui a proximidade com o cliente. De acordo com Cecília Perini, líder regional da XP no Estado, os investidores estão cada vez mais atentos ao planejamento financeiro de longo prazo e buscam orientações alinhadas aos seus objetivos pessoais.
“A tecnologia nos ajuda a organizar melhor as informações e a preparar análises mais completas, mas o papel do assessor continua sendo essencial para compreender aspectos que os dados não capturam, como expectativas, preocupações e mudanças de vida. É essa combinação entre tecnologia e proximidade que fortalece a relação de confiança com o cliente”, destaca.
Com a expansão da base de investidores e a evolução das ferramentas digitais, o setor de assessoria de investimentos aposta na combinação entre inteligência artificial e atendimento consultivo para oferecer uma experiência mais eficiente e personalizada, mantendo o relacionamento humano como elemento central da tomada de decisões financeiras.

