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Bolsa Família terá novo reajuste e benefício chega a R$ 1.100 por mês a partir de segunda-feira

Bolsa Família terá novo reajuste e pode chegar a R$ 1.100 por mês.
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Reajuste do Bolsa Família
Bolsa Família terá novo reajuste e pode chegar a R$ 1.100 por mês. Crédito: Divulgação
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Famílias atendidas pelo Bolsa Família terão uma novidade no pagamento que começa na próxima segunda-feira. O Governo Federal autorizou um reajuste de 15,04% nos valores do programa, permitindo que beneficiários recebam parcelas maiores e, em determinadas situações, ultrapassem R$ 1.100 por mês.

A mudança atinge tanto o valor mínimo quanto os adicionais destinados às famílias com crianças, adolescentes, gestantes e mães que amamentam. Dependendo da quantidade de integrantes da residência, o benefício mensal poderá chegar a R$ 1.200 ou até superar essa quantia.

Com a atualização, o pagamento mínimo sobe de R$ 600 para R$ 691. Já a média nacional, anteriormente estimada em R$ 675, deverá alcançar R$ 777, conforme os cálculos divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Os depósitos com os novos valores começam em 19 de outubro de 2026. A Caixa Econômica Federal fará as transferências de acordo com o último número do NIS (Número de Identificação Social) de cada beneficiário.

Bolsa Família terá novo reajuste de 15,04% a partir de segunda-feira

O reajuste representa a primeira atualização dos principais valores do Bolsa Família desde a reformulação do programa, em 2023.

Para estabelecer o aumento, o Governo Federal considerou a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O Decreto nº 13.120, publicado em setembro, oficializou os novos valores e determinou sua aplicação a partir da folha de pagamentos de outubro.

Na prática, o aumento modifica diferentes parcelas que compõem o benefício mensal, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Uma delas é o Benefício de Renda de Cidadania, que considera o número de pessoas cadastradas na família. Antes, cada integrante representava R$ 142 no cálculo. Agora, essa parcela passa para R$ 164.

Além disso, o Governo Federal elevou o Benefício Complementar para garantir que as famílias contempladas pelo valor integral do programa recebam pelo menos R$ 691 por mês.

Entretanto, essa quantia não representa o limite máximo. Famílias que atendem aos critérios para receber parcelas adicionais poderão ter depósitos significativamente maiores.

Bolsa Família pode pagar mais de R$ 1.100 por mês para famílias

O aumento será especialmente importante para famílias que possuem crianças pequenas, já que o programa oferece um adicional por filho dentro da faixa etária estabelecida.

Com o reajuste, o Benefício Primeira Infância passa de R$ 150 para R$ 173 por criança menor de sete anos.

Isso significa que uma família com três crianças nessa faixa etária, por exemplo, poderá acumular R$ 519 somente em adicionais.

Ao considerar o pagamento mínimo de R$ 691, o benefício mensal dessa família poderá chegar a R$ 1.210.

Veja um exemplo de como funciona o cálculo:

  • Valor mínimo familiar: R$ 691;
  • Adicional pela primeira criança: R$ 173;
  • Adicional pela segunda criança: R$ 173;
  • Adicional pela terceira criança: R$ 173;
  • Total: R$ 1.210.

Portanto, famílias que se enquadram nessas condições poderão ultrapassar os R$ 1.100 mensais, desde que cumpram as exigências do programa e tenham direito a todos os adicionais.

É importante destacar que o Governo Federal não estabeleceu R$ 1.100 como novo valor mínimo do Bolsa Família. O montante corresponde a uma possibilidade de pagamento para famílias com determinadas características.

Governo Federal aumenta outros adicionais do Bolsa Família

O reajuste também contempla famílias com adolescentes, gestantes e nutrizes.

O Benefício Variável Familiar, que anteriormente garantia R$ 50 por integrante enquadrado nas regras, passa a oferecer R$ 58.

Esse adicional atende famílias com crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos, além de gestantes e nutrizes que cumprem os critérios do programa.

Dessa forma, uma residência pode receber diferentes parcelas no mesmo mês, conforme sua composição familiar.

O Governo Federal considera esses adicionais no cálculo individual de cada benefício. Por esse motivo, duas famílias cadastradas no Bolsa Família podem receber valores diferentes, mesmo quando possuem a mesma quantidade de integrantes.

O aumento não altera automaticamente a situação cadastral dos beneficiários. Para continuar recebendo, as famílias precisam cumprir os critérios de renda, manter as informações do Cadastro Único atualizadas e atender às demais exigências do programa.

Calendário do Bolsa Família: pagamentos começam segunda-feira

A Caixa Econômica Federal dará início à nova rodada de depósitos na segunda-feira, 19 de outubro.

Inicialmente, os beneficiários com NIS terminado em 1 terão acesso ao pagamento. Em seguida, a instituição continuará liberando os valores para os demais grupos, conforme o calendário oficial do programa.

O calendário de outubro de 2026 ficou definido da seguinte maneira:

  • NIS final 1: segunda-feira, 19 de outubro;
  • NIS final 2: terça-feira, 20 de outubro;
  • NIS final 3: quarta-feira, 21 de outubro;
  • NIS final 4: quinta-feira, 22 de outubro;
  • NIS final 5: sexta-feira, 23 de outubro;
  • NIS final 6: segunda-feira, 26 de outubro;
  • NIS final 7: terça-feira, 27 de outubro;
  • NIS final 8: quarta-feira, 28 de outubro;
  • NIS final 9: quinta-feira, 29 de outubro;
  • NIS final 0: sexta-feira, 30 de outubro.

O cronograma segue a organização nacional do programa, sem considerar eventuais antecipações autorizadas para municípios em situação de emergência ou calamidade pública.

Como consultar o novo valor do Bolsa Família pelo Caixa Tem?

Os beneficiários poderão conferir o valor do pagamento por meio dos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem.

As plataformas permitem verificar a situação do benefício, acompanhar o calendário e consultar o dinheiro disponível para movimentação.

Quem possui conta ativa no Caixa Tem, mas não participa do Bolsa Família, não terá direito ao depósito apenas por utilizar o aplicativo. O pagamento depende da inclusão da família na folha mensal do programa.

A atualização de outubro representa uma mudança importante para os beneficiários. Além do novo piso de R$ 691, o reajuste dos adicionais permitirá que determinadas famílias recebam mais de R$ 1.100 por mês.

O valor exato dependerá da composição familiar e das parcelas autorizadas pelo Governo Federal, com os primeiros pagamentos programados para a próxima segunda-feira.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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