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Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro e proíbe venda e uso dos produtos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (6/11), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida também proíbe a distribuição, a comercialização e o uso dos produtos identificados como irregulares em todo o território nacional.

A decisão foi tomada após a empresa detentora do registro do medicamento no Brasil, Eli Lilly do Brasil Ltda. (CNPJ 43.940.618/0001-44), comunicar à agência reguladora a identificação de unidades com características divergentes das encontradas no produto original.

Entre as irregularidades identificadas estão a utilização de números de lotes não reconhecidos pela fabricante e a presença de rótulos incompatíveis com os padrões oficiais de fabricação. Essas diferenças levantam suspeitas sobre a procedência e a autenticidade dos produtos.

Veja os lotes proibidos

Mounjaro 2,5mg: lote KUSTR43969410 

Mounjaro 15mg: lotes D810042, D838889 e 2138737 

Mounjaro 5mg: lote B55010 

O que é o Mounjaro e para que serve?

O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, é um medicamento injetável de uso subcutâneo, desenvolvido para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, associado à alimentação equilibrada e à prática de atividade física.

A substância atua sobre dois receptores hormonais envolvidos no controle da glicose e do apetite: GIP e GLP-1. Entre seus efeitos estão o estímulo à secreção de insulina de acordo com os níveis de glicose, a redução da liberação de glucagon, o retardo do esvaziamento gástrico e a diminuição do apetite.

O medicamento também está associado à redução do peso corporal. No entanto, seu uso deve ocorrer exclusivamente com indicação e acompanhamento médico, respeitando as orientações da bula e as indicações aprovadas pela Anvisa.

Quais são os riscos de utilizar o Mounjaro falsificado?

O uso de medicamentos falsificados representa um risco à saúde, pois não há garantia de que o produto contenha o princípio ativo, a concentração ou as condições de conservação adequadas. Também não é possível assegurar sua qualidade, segurança e eficácia.

No caso do Mounjaro, a utilização de unidades de procedência desconhecida pode comprometer o tratamento e expor o paciente a reações adversas e outros problemas de saúde.

A orientação é não comprar medicamentos de origem duvidosa, evitar produtos comercializados fora dos canais regulares e verificar a procedência e a integridade das embalagens.

Quem tiver adquirido unidades suspeitas não deve utilizá-las e deve procurar orientação de um profissional de saúde ou da Vigilância Sanitária local.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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