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Guindastes de até R$ 50 milhões: gigante chinesa abre centro logístico na Serra

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A XCMG, estatal chinesa e terceira maior fabricante de equipamentos de construção do mundo, inaugurou no dia 16 de setembro um centro logístico de 70 mil metros quadrados no bairro Jacuhy, na Serra. A estrutura fica às margens do Contorno de Vitória, trecho da BR-101.

A unidade vai concentrar a importação, a armazenagem, a inspeção de qualidade e a expedição das máquinas da marca. Na prática, os equipamentos importados passam pela Serra antes de seguir para a rede de revenda e para as obras dos clientes.

Por que a XCMG escolheu a Serra

Segundo o vice-presidente da XCMG Brasil, Tian Dong, a escolha passou pela estrutura portuária e pela localização do Espírito Santo. Em entrevista à revista ES Brasil, ele lembrou a tradição da região de Vitória na importação de automóveis e máquinas.

O endereço reforça essa lógica. O centro fica no km 279 da Rodovia Governador Mário Covas, a BR-101, no trecho do Contorno. Ao norte, a via se liga ao Contorno do Mestre Álvaro; ao sul, segue em direção a Cariacica.

Durante a cerimônia, o presidente da XCMG Brasil, Li Hanguang, disse que a empresa pretende ampliar a estrutura aos poucos, conforme a demanda dos clientes. “Onde nossas máquinas trabalham, nosso suporte também precisa estar”, afirmou.

Área pode chegar a 100 mil m²

A operação logística fica com a Timbro, empresa capixaba parceira da XCMG na gestão de importações e na distribuição de máquinas pesadas no país. Segundo o fundador, Bruno Russo, o espaço pode crescer para 100 mil metros quadrados no futuro. Além disso, a área atual já tem mais que o dobro do tamanho da usada antes pela fabricante no estado.

Russo afirma que o Brasil é o maior mercado da XCMG fora da China. No estoque, ficam máquinas de alto valor, como caminhões e escavadeiras para mineração, guindastes de grande porte e britadores. “O Estado é muito estratégico porque é praticamente central no Brasil”, disse.

Guindastes de até R$ 50 milhões

O centro vai atender clientes de içamento, mineração, construção, infraestrutura, terraplanagem e agricultura. Um dos destaques é a linha de guindastes. De acordo com Rodolfo Lucas, executivo de vendas da divisão de guindastes da XCMG, os preços vão de cerca de R$ 1,5 milhão a R$ 50 milhões, conforme capacidade e porte.

Para ele, o mercado de elevação de cargas é forte no Espírito Santo, puxado por mineração, petróleo e infraestrutura. “Temos grandes parceiros e grandes clientes aqui na região, com atuação em obras grandes, como Vale e Petrobras”, afirmou.

Quem é a gigante chinesa que chegou à Serra

A XCMG aparece em terceiro lugar entre as fabricantes de equipamentos de construção do planeta, segundo o ranking Yellow Table 2026, da revista International Construction. No levantamento, a empresa soma vendas de cerca de US$ 14,2 bilhões e é a única chinesa entre as cinco maiores do setor.

No Brasil, a marca atua desde 2000. Em 2014, inaugurou a fábrica de Pouso Alegre, em Minas Gerais, onde já produziu mais de 23 mil máquinas. Hoje, a operação brasileira reúne cerca de 3 mil colaboradores. A empresa, porém, não divulgou o valor total investido no projeto nem quantos empregos o centro da XCMG na Serra vai gerar.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é jornalista, publisher e sócio-diretor do Jornal Tempo Novo, veículo fundado em 1983 na Serra (ES) e referência na cobertura da Serra e da Grande Vitória. Conduziu a transformação digital do jornal, que em 2025 foi eleito o melhor site estadual de notícias no Brasil Publisher Awards. No portal, assina a coluna Mestre Álvaro, com análises sobre política, economia, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, sempre com leitura crítica dos fatos e apoio em dados. Formado em Administração pela Ufes, é autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024). Recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins e a Comenda Augusto Ruschi, da Assembleia Legislativa do ES, e a Comenda Nelson Mandela, da Câmara Municipal da Serra. Com leitura crítica dos fatos e uso de dados públicos, acompanha de perto a gestão municipal, as eleições e os temas que mexem com o dia a dia de quem vive na Serra. É autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024), uma reconstituição jornalística da trajetória do município.

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