Encontrar um carrapato no cachorro pode parecer simples: basta retirar e pronto. Mas a presença de um único carrapato pode ser um aviso de que há outros no ambiente. Isso porque o carrapato passa grande parte de sua vida fora do corpo do animal, em frestas, casinhas, quintais e outros locais onde o cão circula.
O carrapato-marrom, comum em cães, merece atenção especial por sua capacidade de se adaptar a ambientes próximos às casas. Além do incômodo, suas picadas podem provocar irritação e dermatite em animais sensíveis.
O problema não para por aí. Carrapatos podem transmitir agentes causadores de doenças importantes. E há algo que poucos tutores sabem: algumas dessas infecções podem permanecer subclínicas por muito tempo. Ou seja, o cão pode estar infectado sem apresentar sinais evidentes.
Por isso, esperar encontrar carrapatos para começar a prevenção não é a melhor estratégia.
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A prevenção eficaz envolve três frentes.
Primeiro: proteger o cão regularmente. O produto e o intervalo de uso devem ser definidos de acordo com o animal e seu risco de exposição. Um erro comum é interromper a prevenção porque não há carrapatos visíveis.
Segundo: cuidar do ambiente. Em uma infestação, tratar apenas o cachorro costuma não resolver. É preciso observar os locais onde ele permanece e, quando necessário, fazer o controle ambiental adequado.
Terceiro: não espere os sintomas aparecerem. Como algumas doenças transmitidas por carrapatos podem permanecer silenciosas, o acompanhamento veterinário e exames preventivos, conforme o risco e a região, podem ajudar a detectar infecções antes do aparecimento de sinais clínicos. Diretrizes internacionais recomendam o rastreamento anual de agentes transmitidos por carrapatos em áreas onde esses agentes são endêmicos ou emergentes.
O objetivo não é entrar em pânico ao encontrar um carrapato.É entender que ele não deve ser tratado como um visitante solitário.
Às vezes, aquele pequeno ponto escuro no pelo é apenas a parte visível de um problema que pode estar escondido.
