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Violência política deixa 10 mortos e 47 vítimas no Brasil após eleições; PF investigará crimes

Governo Federal identificou 45 casos de violência política em cinco dias. Entre os mortos estão três indígenas. PF e MP atuarão na investigação dos crimes.
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violência política no Brasil
Governo anuncia força-tarefa e investigação pela PF. Crédito: Divulgação
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A violência política no Brasil deixou dez mortos e 47 vítimas após as eleições de 2026. Segundo o Governo Federal, 45 ocorrências foram registradas entre sábado (24) e quarta-feira (28). Entre as pessoas assassinadas estão três indígenas.

Diante dos casos, o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou, nesta quarta-feira (28), medidas para combater a violência política. Além disso, o Governo Federal determinou o reforço das investigações e a atuação conjunta de órgãos de segurança.

Entre as ocorrências identificadas estão agressões físicas, ameaças, intimidações, ataques com armas de fogo e suspeitas de abuso de autoridade. Também existem denúncias envolvendo policiais.

De acordo com o levantamento, cinco estados concentram o maior número de registros: Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Os números são preliminares e podem sofrer atualizações.

Ministério da Justiça e Segurança Pública+1

Polícia Federal investigará casos de violência política

Para enfrentar a situação, o Governo Federal anunciou uma força-tarefa envolvendo a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os Ministérios Públicos estaduais.

Além disso, o Ministério da Justiça solicitou informações às corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal. O objetivo é identificar ocorrências que envolvam agentes de segurança pública.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, as denúncias incluem diferentes tipos de crimes.

Entre eles estão infrações eleitorais, ameaças e casos de violência política contra mulheres. Nesse último grupo, a Polícia Federal atua na investigação dos crimes de competência federal.

Por isso, os órgãos responsáveis trabalham para reunir as informações e identificar os envolvidos.

Governo também investiga mortes de indígenas

A morte de três indígenas durante o período analisado também mobilizou as autoridades federais.

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a proteção dos povos indígenas está entre as prioridades das operações.

Nesse sentido, a Força Nacional e a Polícia Federal atuam para proteger territórios e investigar os homicídios.

Além disso, o Ministério da Justiça acompanha os casos que envolvem policiais. As investigações incluem possíveis responsabilidades criminais e administrativas.

O objetivo, conforme o secretário, é impedir que a divisão de responsabilidades entre diferentes instituições favoreça a impunidade.

Violência política é crime no Brasil

A legislação brasileira prevê punições para diferentes formas de violência política.

O artigo 359-P do Código Penal trata da violência política relacionada ao exercício de direitos políticos.

Já o artigo 326-B do Código Eleitoral estabelece punições para a violência política contra mulheres.

Além disso, outras condutas podem configurar crimes de ameaça, lesão corporal, homicídio e infrações eleitorais, conforme as circunstâncias.

Governo promete responsabilizar envolvidos

Durante coletiva de imprensa em Brasília, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, condenou os episódios de violência registrados no país.

Segundo ele, as medidas buscam garantir respostas às vítimas e responsabilizar os autores dos crimes.

O ministro também destacou que as denúncias envolvem agressões contra mulheres, idosos e outras pessoas que manifestaram suas posições políticas.

Por fim, o Governo Federal informou que continuará reunindo dados sobre os episódios. Um novo levantamento será divulgado após a atualização das informações encaminhadas pelos órgãos de segurança.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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