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Tratamento e exame de graça | Em menos de 7 meses, Serra já atendeu 195 animais com esporotricose

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Para ter acesso ao tratamento e ao exame, não tem complicação, basta entrar em contato com a equipe da VAS. Foto: Divulgação

Proprietários de animais que vivem em áreas tropicais, como é o caso do Espírito Santo, precisam ficar atentos. Isto porque, um fungo tem aparecido em alguns diversas cidades e na Serra, diversos animais estão sendo acometidos com a enfermidade. Trata-se do Sporothrix brasiliensis, principal causador da esporotricose e encontrado em abundância em troncos de árvores e no solo.

Por isso os donos devem redobrar a atenção. A esporotricose é conhecida também como doença dos jardineiros, já que este tipo de profissional mexe muito com a terra.  O fungo costuma atacar especialmente os gatos que tem acesso a rua para dar passeios ao ar livre. E, ao serem infectados durante escapadas de casa, eles mesmos se tornam vetores dessa zoonose para seus tutores e outros animais. Cães também podem ser atingidos, assim como animais silvestres.

O principal sintoma da doença são feridas na pele do bicho, principalmente no focinho, que podem apresentar uma secreção purulenta, além de queda de pelos, falta de apetite e vômitos.

A Prefeitura da Serra oferece o tratamento, com medicação e também exame para identificar o fungo para animais infectados. O tratamento é realizado pela Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental em Saúde (antigo CCZ) que possui técnicos e equipe treinada para atender casos de esporotricose. O diferencial da Serra para outros municípios, é que a medicação é entregue pessoalmente na casa do animal que será atendido.

Segundo o gerente da Vigilância Ambiental em Saúde da Serra, Rubens Francisco dos Santos, de janeiro a julho deste ano foram atendidos 195 animais. Deste total, 42 estão totalmente curados da enfermidade e outros 153 estão em tratamento monitorado.

Rubens explica que a esporotricose é uma zoonose, ou seja, doença transmissível do animal para o ser humano. “A ocorrência de esporotricose em animais, especialmente gatos, e sua transmissão para humanos é um problema de saúde pública, assumindo proporções epidêmicas em alguns lugares”.

Ele reitera que a transmissão ocorre, principalmente, pelo contato com animais doentes que são abandonados ou que vivem nas ruas. “As formas de contaminação mais frequentes são por arranhadura, mordedura ou contato direto com secreções de feridas infectadas. Gatos com doença acometendo fossa nasal e pulmões espirraram e tossem muito, o que possibilita eliminar secreções infectadas à distância”.

O diretor da VAS, Rubens Francisco e médica veterinária responsável pelo atendimento, Carla Cavalcanti. Foto: Divulgação

Porém, a doença é passível de tratamento e recuperação, na maioria dos casos.  “Animais doentes devem ser isolados dos sadios, enquanto estiverem sendo tratados. Gatos são considerados os hospedeiros mais suscetíveis e se tornando uma importante fonte de infecção devido ao seu estreito contato com o fungo no ambiente (hábito de afiar as unhas em vegetais secos e enterrar seus dejetos) e pela grande quantidade do agente em suas lesões quando manifestam a doença”.

A Secretaria de Saúde da Serra, através da Vigilância Ambiental em Saúde (CCZ), vem realizando o trabalho de investigação epidemiológica, com triagem e avaliação de animais suspeitos. “O diagnóstico é realizado considerando critérios clínico epidemiológicos e/ou exame laboratorial (lâmina) feito pelo próprio CCZ.

Com a confirmação do caso, o animal é incluído no Programa Municipal de Controle da Esporotricose e o seu tutor recebe em domicílio, além do medicamento para o tratamento do animal, as orientações de como fazê-lo, cuidados para manipulação e avaliação periódica, realizada por médico veterinário”, explica.

Em caso de suspeita da doença num animal, o munícipe deve entrar em contato com o Setor de Controle Animal, da VAS (CCZ), pelo telefone 3281-9288 ou pelo email [email protected]. A médica responsável pelo atendimento é a veterinária Carla Cavalcanti Teixeira.

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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