Técnico de escolinha de futebol é condenado a 50 anos de prisão por estuprar menores na Serra

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Homem foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo e condenado a mais de 50 anos. Foto: divulgação

Um técnico de uma escolinha de futebol da Serra foi condenado a 50 anos, seis meses e 20 dias de prisão por estuprar duas irmãs adolescentes ao longo de dois anos. Os crimes, cometidos entre 2018 e 2020, começaram quando as vítimas tinham 13 e 12 anos e resultaram na gravidez de ambas. A condenação foi proferida na última semana. A apuração é da TV Gazeta.

De acordo com informações, os abusos tiveram início em 2018, quando o técnico conheceu uma das meninas, então com 13 anos, durante as aulas na escolinha. Os dois passaram a manter um relacionamento, conduta que, independentemente de qualquer consentimento, configura estupro de vulnerável segundo a legislação brasileira, que proíbe qualquer ato libidinoso ou relação sexual com menores de 14 anos.

Em setembro daquele ano, a adolescente engravidou, e o técnico passou a residir na casa da família dela. Foi nesse período que os abusos se expandiram: o criminoso começou a estuprar a irmã da vítima, que então tinha 12 anos. Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele aproveitava os momentos em que ficava sozinho com a menina para cometer os crimes, ameaçando-a de causar danos aos pais caso ela revelasse o que estava acontecendo.

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Os abusos só foram revelados em 2020, quando a irmã mais nova também engravidou. Diante da descoberta, a família acionou as autoridades, mas o acusado conseguiu fugir para Minas Gerais antes de ser preso. A vítima mais nova teve direito ao aborto legal, procedimento previsto em lei para casos de gravidez decorrente de estupro.

Além do técnico, o MPES denunciou os pais das meninas por omissão. No entanto, ambos foram absolvidos: a Justiça entendeu que eles desconheciam que a filha mais velha mantinha relações sexuais antes de completar 14 anos, uma vez que só souberam da gravidez quando ela já havia atingido essa idade. Durante o processo, o condenado já se encontrava preso em Minas Gerais e seu nome não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas.

Foto de Guilherme Marques

Guilherme Marques

Guilherme Marques é jornalista e atua como repórter do Portal Tempo Novo.

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