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SUS amplia para 100 mil teleatendimentos mensais a pessoas com vício em apostas online

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Levantamento, 30,9% dos entrevistados afirmaram que, após perder dinheiro em apostas, tentaram recuperar o prejuízo fazendo novas apostas. Crédito: Divulgação
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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil o número de teleatendimentos mensais para pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A iniciativa passa a valer nesta terça-feira (4).

O SUS deu início ao serviço em março, com uma média de 600 teleatendimentos mensais. Mas em função da alta demanda, o Ministério da Saúde decidiu ampliar a oferta.

A teleconsulta pode ser agendada por meio do aplicativo Meu SUS Digital. O atendimento é remoto e sigiloso; oferece orientação e acompanhamento profissional e funciona como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). As informações são do portal Agência Brasil.

Segundo estudos feitos pelo Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas. Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

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Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre apostas;
  • sentimento de vergonha e culpa relacionados a apostas;
  • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão jogando;
  • uso do jogo como forma de lidar com o estresse ou frustração;
  • dificuldade de diminuir ou parar de jogar;
  • comprometimento das relações pessoais e profissionais;
  • uso intensificado de álcool e outras drogas; e
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar devido aos gastos em apostas.

Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

  • exposição precoce a jogos de aposta;
  • facilidade de acesso a jogos online;
  • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
  • histórico de transtorno mentais como depressão e ansiedade;
  • impulsividade e busca por recompensas imediatas;
  • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
  • solidão e isolamento social; e
  • vulnerabilidade social.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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