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Serra recolhe 430 toneladas de lixo por dia e alerta moradores sobre risco aos coletores

Os coletores manuseiam milhares de sacos de lixo diariamente. Por isso, um caco de vidro solto pode provocar cortes e colocar a saúde em risco.
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lixo na Serra
Os trabalhadores recolhem esses resíduos e encaminham o material ao Aterro Sanitário. Crédito: Divulgação
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A Serra recolhe cerca de 430 toneladas de lixo todos os dias. Esse grande volume exige atenção não só do poder público, mas também dos moradores.

Um cuidado simples pode evitar acidentes graves: embalar corretamente vidros quebrados, agulhas e outros materiais cortantes antes do descarte.

Os coletores manuseiam milhares de sacos de lixo diariamente. Por isso, um caco de vidro solto pode provocar cortes e colocar a saúde desses trabalhadores em risco.

A Secretaria de Serviços (Sese) orienta os moradores a proteger e identificar esse tipo de resíduo antes de colocá-lo para coleta.

A Serra tem mais de 580 mil habitantes. Juntos, eles geram aproximadamente 430 toneladas de lixo por dia. Os trabalhadores recolhem esses resíduos e encaminham o material ao Aterro Sanitário.

Como descartar vidro quebrado

O morador nunca deve colocar cacos de vidro soltos dentro do saco de lixo.

Primeiro, é necessário colocar o material em uma embalagem resistente. Garrafas PET, caixas de papelão reforçadas e embalagens de leite ou suco podem ajudar.

Depois, o morador deve fechar bem o recipiente.

Também é importante escrever avisos como “vidro quebrado” ou “contém vidro”.

Assim, o coletor consegue identificar o risco antes de manusear o material.

No caso de vidros maiores, o morador pode usar papelão e fita adesiva para reforçar a proteção.

Descarte correto protege os coletores

O cuidado evita cortes e outros acidentes durante a coleta.

Além disso, a identificação ajuda os trabalhadores a manusear o resíduo com mais segurança.

Dentro de casa, a orientação também é evitar contato direto com os cacos. O ideal é usar luvas, pá e vassoura.

Essas medidas são simples. No entanto, fazem diferença para quem trabalha diariamente na limpeza das ruas.

Nem todo vidro pode ir para a coleta seletiva

Alguns tipos de vidro não devem seguir para a coleta seletiva.

Isso acontece porque esses materiais possuem composições diferentes e podem prejudicar o processo de reciclagem.

Não devem ir para a coleta seletiva:

  • vidros automotivos;
  • vidros laminados;
  • espelhos;
  • vidros refratários;
  • porcelanas;
  • cerâmicas;
  • lâmpadas fluorescentes.

Lâmpadas exigem outro tipo de descarte

As lâmpadas não devem ir para o lixo comum.

Elas também não devem ser colocadas na coleta seletiva nem nos Pontos de Entrega Voluntária da Prefeitura.

O morador deve levar esse material aos Pontos de Logística Reversa credenciados.

Se a lâmpada estiver quebrada, o cuidado precisa ser ainda maior. Nesse caso, o morador deve proteger o material antes do transporte.

Agulhas e seringas precisam de atenção

Agulhas e seringas oferecem risco de corte e contaminação.

Por isso, elas não podem ir para o lixo comum nem para a coleta seletiva.

O correto é levar esse material até o posto de saúde mais próximo.

Pequenos cuidados evitam acidentes

Na Serra, os coletores lidam diariamente com cerca de 430 toneladas de lixo.

Por isso, a forma como cada morador descarta seus resíduos pode afetar diretamente a segurança desses profissionais.

Embalar, fechar e identificar materiais cortantes reduz riscos e ajuda a tornar a coleta mais segura.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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