A Serra alcançou um dos melhores resultados do Espírito Santo durante o Dia D da Campanha de Multivacinação. O município aplicou 2.258 doses de vacinas e terminou a mobilização com o terceiro maior número de aplicações entre as cidades capixabas.
De acordo com apuração, o Dia D aconteceu em 22 de agosto e mobilizou unidades de saúde e outros pontos de vacinação. Na Serra, a estratégia teve atendimento em diferentes regiões da cidade para facilitar o acesso das famílias.
Segundo o levantamento do sistema Vacina e Confia ES, Vila Velha liderou o ranking, com 3.091 doses, seguida por Cachoeiro de Itapemirim, com 2.825. Logo depois aparece a Serra, com 2.258 aplicações.
Ao todo, 74 dos 78 municípios capixabas participaram da mobilização. O Espírito Santo contabilizou 26.795 aplicações durante o Dia D, sendo 17.503 doses destinadas a crianças e adolescentes menores de 15 anos, principal público da campanha.
Leia também
Serra abriu oito pontos durante o Dia D
Para ampliar o atendimento, a Secretaria de Saúde da Serra disponibilizou oito locais durante a mobilização.
Participaram do Dia D as unidades de Nova Almeida, Jardim Carapina, Feu Rosa, Jacaraípe, Serra-Sede e Serra Dourada. Também houve vacinação no Shopping Montserrat e durante o Serra+Cidadã, em Planalto Serrano.
A estratégia teve como principal objetivo identificar vacinas atrasadas e completar os esquemas de imunização de crianças e adolescentes.
A Campanha Nacional de Multivacinação terminou nesta terça-feira (1º), após registrar mais de 8 milhões de doses aplicadas em todo o Brasil. Somente no Dia D, mais de 1 milhão de doses foram administradas no país. As vacinas do Calendário Nacional, entretanto, continuam disponíveis normalmente pelo SUS.
Quais vacinas estão disponíveis para crianças menores de 5 anos?
Para crianças menores de 5 anos, o Calendário Nacional reúne diferentes imunizantes. A aplicação depende da idade, das doses já recebidas e da avaliação da caderneta de vacinação.
Entre as vacinas que podem fazer parte do esquema estão:
- BCG;
- hepatite B;
- pentavalente;
- poliomielite inativada;
- pneumocócica 10 ou pneumocócica 20;
- rotavírus;
- meningocócica ACWY;
- meningocócica C;
- influenza trivalente;
- Covid-19;
- febre amarela;
- tríplice viral;
- tetra viral;
- DTP;
- hepatite A;
- varicela.
No caso da hepatite B, há indicação específica para recém-nascidos. Já a vacina contra o rotavírus segue limites de idade estabelecidos pelo Calendário Nacional de Vacinação.
Vacinas para crianças de 5 a 7 anos
Para crianças entre 5 e 7 anos, a avaliação da caderneta pode apontar a necessidade de aplicação ou atualização de vacinas como pentavalente, tríplice viral, tetra viral, varicela, DTP e febre amarela.
Por isso, pais e responsáveis devem manter a caderneta guardada e apresentá-la sempre que procurarem uma sala de vacinação.
A equipe de saúde verifica quais doses já foram administradas e quais precisam ser atualizadas.
Crianças e adolescentes também podem atualizar vacinação
A partir dos 7 anos e até os 14 anos, o calendário também contempla diferentes imunizantes.
Entre eles estão vacinas contra hepatite B, febre amarela, difteria, tétano e sarampo, caxumba e rubéola, por meio da tríplice viral.
Para adolescentes de 11 a 14 anos, também está prevista a meningocócica ACWY. Já a vacina contra o HPV atende o público de 9 a 14 anos dentro do calendário.
Crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos também fazem parte do público definido para a vacinação contra a dengue, conforme as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Vacina contra HPV também alcança jovens
Além do público regular, a estratégia de vacinação ampliou a busca de adolescentes e jovens que ainda não haviam recebido a proteção contra o HPV.
Pessoas de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinadas fazem parte da estratégia de resgate para aplicação do imunizante.
O HPV está associado a diferentes tipos de câncer. Dessa forma, ampliar a vacinação é uma das principais medidas de prevenção contra infecções provocadas pelo vírus.
Vacinação contra sarampo também merece atenção
Outro ponto importante é a atualização da vacinação contra o sarampo.
A situação vacinal pode ser verificada entre pessoas de 12 meses a 59 anos, respeitando as recomendações para cada faixa etária e o histórico de doses já recebidas.
Quando necessário, a equipe de saúde orienta e aplica as doses indicadas para completar o esquema.
O sarampo possui alta capacidade de transmissão. Por isso, manter as vacinas atualizadas reduz o risco de circulação da doença e aumenta a proteção coletiva.
