Senador capixaba quer liberação do Uber em todo o país

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An illustration picture shows the logo of car-sharing service app Uber on a smartphone next to the picture of an official German taxi sign in Frankfurt, September 15, 2014. A Frankfurt high court will hold a hearing on a recent lawsuit brought against Uberpop by Taxi Deutschland on Tuesday. San Francisco-based Uber, which allows users to summon taxi-like services on their smartphones, offers two main services, Uber, its classic low-cost, limousine pick-up service, and Uberpop, a newer ride-sharing service, which connects private drivers to passengers - an established practice in Germany that nonetheless operates in a legal grey area of rules governing commercial transportation. The company has faced regulatory scrutiny and court injunctions from its early days, even as it has expanded rapidly into roughly 150 cities around the world. REUTERS/Kai Pfaffenbach (GERMANY - Tags: BUSINESS EMPLOYMENT CRIME LAW TRANSPORT)
A matéria é de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Foto: Divulgação

Tramita no Senado Federal o Projeto de Lei que regulamenta o sistema de transporte privado individual a partir de aplicativo na internet. O alvo do projeto é o polêmico aplicativo Uber, que viabiliza o contato, por meio de celular, entre motoristas autônomos e usuários que buscam transporte.

O projeto é de autoria do senador capixaba Ricardo Ferraço (PMDB). Ele diz que o objetivo da matéria é garantir “a segurança e a confiabilidade nos serviços prestados pelos motoristas que promovem o compartilhamento de dados dos veículos”.

De acordo com o projeto, todos os motoristas deverão ser enquadrados como Microempreendedor Individual (MEI) ou no Simples Individual. Também deverão recolher o Imposto sobre Serviços (ISS), a exemplo dos taxistas. Deverão ainda pagar taxa de licença municipal para funcionar.

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O proprietário do veículo também deverá apresentar certidões, como a de antecedentes criminais. Não serão permitidos motoristas que tenham sido condenados nos últimos sete anos por dirigir sob influência de drogas ou álcool; fraude; crimes sexuais; uso de veículo para prática de crimes e outros.

O senador justifica no texto do projeto que as mudanças nas relações comerciais demandam ajustes no ordenamento jurídico. Também cita a falta de mobilidade urbana nas grandes cidades. “Quanto à segurança, evita fraudes ao cliente, já que o trajeto a ser percorrido é previamente estipulado e traçado num mapa digital”, diz no documento.

Ferraço acrescentou que toda inovação tecnológica carece de regulamentação. “No Brasil, a modalidade de transporte de que trata este PL ainda não está regulamentada, o que gera insegurança jurídica”, observou na justificativa do seu projeto.

Uber

O aplicativo Uber enfrenta batalhas legais em diversos países e alguns já buscam a sua regulamentação. No Brasil, enfrenta a resistência especialmente dos taxistas, que reclamam da concorrência desleal. Em função disso, já há registros de situações de violência por parte dos taxistas em relação a motoristas que atuam utilizando o aplicativo.

 

 

 

 

 

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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