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Bruno Lamas critica “desequilíbrio” de Pazolini e ingratidão de Arnaldinho

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Crédito: Divulgação
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O gesto político protagonizado pelos prefeitos Lorenzo Pazolini (Vitória) e Arnaldinho Borgo (Vila Velha) durante a abertura do Carnaval de Vitória 2026 já está assimilado pelo meio político. O que passou a chamar atenção, agora, é a reação pública de aliados do Palácio Anchieta.

Nesse contexto, o deputado estadual licenciado e secretário de Estado Bruno Lamas subiu o tom contra os dois prefeitos, ao falar em “desequilíbrio” de Pazolini e cobrar lealdade política de Arnaldinho.

Com domicílio eleitoral na Serra e integrante do núcleo do governo Renato Casagrande, Bruno Lamas usou as redes sociais para fazer uma crítica ao uso do Carnaval como palco de articulação política, deixando clara sua leitura sobre o episódio que colocou, lado a lado, dois pré-candidatos ao Palácio Anchieta que até então ocupavam campos opostos.

“O Sambão do Povo é palco da cultura e da criatividade. Espaço para comunidades que esperam o ano todo para celebrar e merecem todo o nosso respeito. Esse ano teve político se infiltrando na festa, querendo performar usando a fantasia de oportunista”, escreveu.

Na sequência, o secretário endureceu o tom e introduziu um elemento central do debate interno no grupo governista: a lealdade política.

“Vimos o desequilíbrio e a falta de respeito de um prefeito, e a necessidade de refletir sobre lealdade e gratidão do outro.”

A manifestação é uma resposta direta a Pazolini, que integra a oposição há algum tempo; mas especialmente ao movimento de Arnaldinho Borgo, que até recentemente integrava o campo político de Casagrande, contou com apoio explícito do governador na reeleição de 2024 e manteve, ao longo do mandato, uma relação intensa de parceria institucional com o Palácio Anchieta. A crítica do deputado também sugere a leitura de oportunismo político no uso do Carnaval como vitrine para sinalizações eleitorais.

Bruno Lamas fez questão de ancorar sua crítica em valores que atribui à condução política do atual governo estadual, reforçando seu alinhamento com Casagrande e com o projeto de sucessão que tem o vice-governador Ricardo Ferraço como nome indicado.

“Aprendi com o governador Casagrande que política se faz com olho no olho, respeito e lealdade. Vence quem não usa máscaras. Faço parte de um grupo que mudou o Estado”, afirmou.

Ao concluir, o secretário separou, simbolicamente, festa popular e disputa de poder:

“A população sabe o que é Carnaval e o que é vida real. Política não se faz usando fantasias.”

Enquanto interlocutores do governador tentam minimizar o episódio, a reação de Bruno Lamas explicita que, dentro do grupo governista, a aproximação entre Arnaldinho Borgo e Lorenzo Pazolini foi interpretada como um rompimento de confiança, um movimento que dificilmente retorna, ao menos, aos patamares anteriores.

Veja na íntegra

Reprodução: X.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é jornalista, publisher e sócio-diretor do Jornal Tempo Novo, veículo fundado em 1983 na Serra (ES) e referência na cobertura da Serra e da Grande Vitória. Conduziu a transformação digital do jornal, que em 2025 foi eleito o melhor site estadual de notícias no Brasil Publisher Awards. No portal, assina a coluna Mestre Álvaro, com análises sobre política, economia, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, sempre com leitura crítica dos fatos e apoio em dados. Formado em Administração pela Ufes, é autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024). Recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins e a Comenda Augusto Ruschi, da Assembleia Legislativa do ES, e a Comenda Nelson Mandela, da Câmara Municipal da Serra. Com leitura crítica dos fatos e uso de dados públicos, acompanha de perto a gestão municipal, as eleições e os temas que mexem com o dia a dia de quem vive na Serra. É autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024), uma reconstituição jornalística da trajetória do município.

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