Nos próximos dias 20 e 21, vinte e dois representantes de instituições públicas e privadas se reúnem na Reserva Kaetés, em Castelo (ES), para definir os próximos passos na conservação da saíra-apunhalada — a única ave endêmica do Espírito Santo.
A saíra-apunhalada é considerada uma das aves mais raras do planeta e está classificada como criticamente ameaçada de extinção.
Estão confirmadas as presenças de representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA), do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil), do Parque das Aves, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Reserva Natural Águia Branca e da Reserva Natural Vale, sob promoção do Instituto Marcos Daniel (IMD), por meio do Programa de Conservação da Saíra-apunhalada (PCSA).
A oficina marca o fechamento de um primeiro ciclo de seis anos de trabalho e abre um novo período de avaliação e planejamento, com a revisão do Plano de Ação da espécie.
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Em 2020, o IMD passou a desenvolver pesquisas, monitoramento e ações voltadas à proteção da ave. Um dos resultados mais concretos desse esforço está no território: o instituto criou a Reserva Kaetés. Hoje, seus 777 hectares, somados à Reserva Natural Águia Branca e ao Parque Estadual da Saíra-apunhalada, protegem quase 100% do habitat conhecido da espécie na região. Em Santa Teresa, a ave também ocorre na Reserva Biológica Augusto Ruschi, onde é monitorada pelo IMD.
O evento é realizado pelo Instituto Marcos Daniel, por meio do Programa de Conservação da Saíra-apunhalada, com patrocínio da Vale. O PCSA tem apoio do SICOOB, Idea Wild, American Bird Conservancy, Zoologische Gesellschaft für Arten- und Populationsschutz (ZGAP), Rainforest Trust e World Land Trust.
