Rotina de assaltos e insegurança para motoristas de aplicativos na Grande Vitória

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Rotina de assaltos e insegurança para motoristas de aplicativos na Grande Vitória
Motoristas de aplicativo da Grande Vitória reclamam de constantes assaltos e rotina de violência. Foto: Divulgação

Um motorista baleado, outro desaparecido e muitos assaltados: a realidade de quem trabalha com aplicativos de transporte individual como Uber, 99pop e similares é complicada na Serra e em outras cidades capixabas. Uma pesquisa divulgada recentemente mostra que, em média, um trabalhador dessa categoria é assaltado por dia na Grande Vitória. Os dados são da Associação de Motoristas de Aplicativo do ES (Amapes).

Somente nas últimas semanas, foram vários casos de violência contra os motoristas de aplicativo. No último dia 4, um foi baleado nas costas durante uma corrida no bairro Jardim Carapina. O profissional foi atingido após ele acelerar o carro quando se deparou com homens armados que estavam em uma rua do bairro. Ele estava no segundo dia de trabalho.

Um outro motorista teve carro, celular, dinheiro e pertences pessoais roubados na semana passada. “Peguei uma corrida que veio via o aplicativo mesmo, com duas mulheres e um rapaz. Fui até Porto Canoa, as mulheres desceram e o rapaz ficou no veículo e disse que desceria mais a frente. Ele me levou para o Civit I, onde anunciou o assalto e me deixou no meio da rua e mato, porque aquele lugar é bem deserto e se mandou. O carro como era alugado foi recuperado no dia seguinte. Mas é bem complicado, fazer o que, parar? Não tem jeito, temos que trabalhar”, conta.

Já outro motorista, está desaparecido desde a última sexta-feira (7). O seu veículo foi encontrado queimado em Cariacica, mas o profissional foi visto pela última vez em Jardim Limoeiro, na Serra. O TEMPO NOVO conversou com alguns motoristas que dirigem paraempresas de aplicativo. Por decisão da reportagem, os profissionais não serão identificados nesta matéria – por motivos de segurança e também medo dos próprios profissionais.

Um dos motoristas afirmou que trabalha todos os dias com medo de ser assaltado. “Nós ficamos atentos e preocupados durante todo o tempo que estamos no veículo ou em alguma corrida. É muito triste trabalhar desta forma, mas esse é o único jeito já que eu vivo disso. Tentaram me assaltar semana passada, acelerei o carro e os bandidos atiraram. O tanque do meu carro foi perfurado e está na oficina”, reclama um profissional.

Outro profissional reclama que as empresas não oferecem muito sistema de segurança para os motoristas. “É meio difícil tanto para a polícia quanto para a empresa conseguir deter isso. Mas temos muitas poucas opções em casos de assalto. Um dos apps que eu trabalho, por exemplo, tem uma parte para acionar a emergência, mas como vou clicar no app e explicar qual o problema com um bandido do meu lado?”, indaga.

O que diz a Uber

O TEMPO NOVO entrou em contato com a assessoria de comunicação da Uber que mandou uma nota para a reportagem onde disse que “a segurança é prioridade para a Uber, por isso a empresa segue investindo constantemente em novas tecnologias”. 

Leia a resposta na íntegra clicando aqui.

O que diz a 99pop

A assessoria da 99pop também foi acionada e disse, por meio de nota, que “a 99 é uma empresa genuinamente preocupada com a segurança de seus passageiros e motoristas. 

Leia a resposta na íntegra clicando aqui.

O que diz a polícia

A Polícia Militar foi acionada pela reportagem e informou que realiza policiamento ostensivo com o objetivo de combater todo tipo de crime e que diariamente são desenvolvidas operações com foco em abordagens a todo tipo de veículo, em pontos diversos em toda a Grande Vitória.

De acordo com a PM, as ações são realizadas tanto em veículos que tenham passageiros quanto naqueles que tenha somente o condutor. “Embora o empenho do efetivo policial seja constante na prevenção e combate aos diversos tipos de crimes, a PM necessita da participação social com denúncias, que podem ser feitas por meio do número 181 ou pelo site www.disquedenuncia181.es.gov.br. Vale ressaltar que a PM também está sempre disponível através do Ciodes (190)”, disse em nota.

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