Produtos da infância que voltaram às prateleiras estão entre as apostas das marcas em 2026. O Moranguete, por exemplo, chegou aos 35 anos com novos formatos. Enquanto isso, a Galinha Azul, da Maggi, completou 50 anos com embalagens de edição limitada. Ao mesmo tempo, o movimento reúne chocolates que tinham saído do mercado e personagens que marcaram os anos 1980 e 1990.
Produtos da infância que voltaram ao mercado
Um dos retornos mais comentados foi o do Chocolate Surpresa, da Nestlé. Depois de mais de 20 anos fora do mercado, o tablete voltou aos supermercados no início de 2025. Na nova versão, as embalagens também trazem animais da fauna brasileira, como a onça-pintada, o tucano e o lobo-guará.
Da mesma forma, a Brasil Cacau apostou no chocolate da Turma da Mônica. O produto tinha deixado as prateleiras no início dos anos 2000. Em 2024, voltou com os personagens clássicos de Mauricio de Sousa, como aposta da marca para o Dia das Crianças.
Moranguete aos 35 anos
A ZDA, no entanto, preferiu ampliar a família do Moranguete em vez de apenas relançar o bombom. Dessa forma, o sabor de morango com cobertura de chocolate agora aparece em pipoca pronta, gelatina e até em produtos proteicos.
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Entre as novidades estão a barra Moranguete Pro, com 12 gramas de proteína e sem adição de açúcar, e uma bebida láctea com 15 gramas de proteína por porção. Com isso, o doce que marcou a infância de muita gente tenta entrar também na rotina adulta.
Galinha Azul e Fofão também voltaram
Símbolo da Maggi no Brasil, a Galinha Azul ganhou embalagens comemorativas pelos 50 anos e voltou a aparecer em ações nas redes sociais. Fora das gôndolas de alimentos, o Fofão também retornou. Em maio, a Novabrink relançou o personagem em um boneco de 35 centímetros para colecionadores e em versão de chaveiro.
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Por que a nostalgia vende
De fato, a estratégia tem explicação nos números. Uma pesquisa da PiniOn, feita em setembro de 2025 com 1.543 pessoas, mostrou que 56,8% dos entrevistados já compraram algo motivados por lembranças do passado. Além disso, 44,4% disseram que a nostalgia está muito presente no dia a dia.
As redes sociais também ajudam a alimentar esse sentimento. Segundo o mesmo levantamento, 56,1% dos participantes afirmaram que conteúdos vistos nas plataformas influenciam compras ligadas à memória afetiva. Por isso, basta um vídeo comparando a embalagem antiga com a atual para um produto de décadas atrás voltar à conversa.