Um policial penal de 50 anos foi preso em flagrante, na quarta-feira (12), suspeito de agredir e ameaçar o companheiro dentro de uma residência no bairro Balneário de Carapebus, na Serra. Segundo a Polícia Civil, o homem foi autuado por lesão corporal majorada, por ter sido praticada contra cônjuge ou companheiro, e ameaça.
Conforme apurado pelo Jornal Tempo Novo, a ocorrência começou após o Ciodes (190) receber uma denúncia de que um homem teria sido agredido e ameaçado pelo companheiro. De acordo com o relato feito aos policiais, as agressões teriam acontecido dentro da residência onde os dois moravam e o suspeito teria utilizado dois pedaços de madeira.
A vítima também informou aos militares que havia feito uma gravação dos fatos e que pretendia representar contra o companheiro. O vídeo foi anexado à ocorrência e ficou disponível para as providências da investigação.
Os policiais foram até a residência e localizaram o suspeito sentado no sofá. Durante a abordagem, ele não ofereceu resistência.
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Próximo ao homem, os militares encontraram um cinzeiro com quatro pontas de cigarro contendo substância semelhante à maconha, além de um dichavador e um pacote de papel de seda. Quando questionados sobre o material, os dois envolvidos deram versões diferentes e atribuíram a propriedade um ao outro.
Como o suspeito é policial penal, uma equipe da Polícia Penal foi acionada e compareceu ao endereço. O armamento institucional que estava sob responsabilidade do servidor também foi recolhido e entregue à custódia da própria Polícia Penal. Tratava-se de uma pistola Taurus, acompanhada de dois carregadores e 31 munições.
O policial penal foi levado pela Polícia Penal para a 3ª Delegacia Regional da Serra, enquanto o companheiro foi conduzido pelos policiais militares para prestar esclarecimentos.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes previstos nos artigos 129, inciso 9º, e 147 do Código Penal. Após os procedimentos, ele foi encaminhado à Penitenciária de Segurança Média I (PSME I), em Viana.
Registros da Polícia Penal indicam que o servidor deu entrada no sistema prisional em 12 de agosto e deixou a unidade em 14 de agosto. Até o momento, não há informação oficial, no material obtido pela reportagem, sobre o motivo da soltura.
A reportagem procurou o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) para saber como foi realizada a audiência de custódia e quais foram as condições determinadas pela Justiça. O espaço permanece aberto para manifestação.
A Associação dos Inspetores do Sistema Penitenciário do Espírito Santo (ASSIPES), por meio do presidente Harley Taboada, informou que o corpo jurídico da entidade acompanha o caso desde o início e que o servidor recebe assistência jurídica.
A associação afirmou ainda que o policial penal tem mais de 20 anos de serviço e que os fatos investigados são de natureza pessoal, sem relação com o exercício da função pública. A entidade disse também que garante ao servidor suporte jurídico durante o andamento das apurações.