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Polícia faz operação contra celulares roubados e fiscaliza lojas na Serra

Os investigadores também querem enfraquecer o mercado que compra, recebe ou revende aparelhos obtidos de maneira criminosa
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operação contra celulares roubados na Serra
Operação acontece ao longo desta quarta-feira. Crédito: Divulgação
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Uma grande operação da Polícia Civil mobiliza equipes nesta quarta-feira (19) para combater um dos crimes que mais preocupam moradores: o roubo, o furto e a venda de celulares de origem ilegal. A ofensiva inclui fiscalizações em estabelecimentos comerciais e cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Na Serra, policiais participam da ação ao lado de equipes que atuam em Vitória, Vila Velha, Cariacica e Guarapari. O trabalho integra a Operação Nacional Última Chamada, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) concentra as diligências em pessoas que deixaram de atender intimações relacionadas ao projeto Recupera. Além disso, os agentes verificam lojas e outros estabelecimentos que trabalham com compra e venda de aparelhos celulares.

De acordo com apuração, ao todo, a operação desta quarta-feira prevê o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão no Espírito Santo, além da fiscalização de outros alvos identificados durante as investigações.

Operação mira venda de celulares roubados na Serra e no ES

A estratégia da Polícia Civil busca atingir não apenas os responsáveis diretamente pelos roubos e furtos. Os investigadores também querem enfraquecer o mercado que compra, recebe ou revende aparelhos obtidos de maneira criminosa.

Por isso, as equipes fiscalizam estabelecimentos que comercializam celulares. Durante as abordagens, os policiais podem verificar a procedência dos aparelhos e identificar possíveis irregularidades.

A medida pretende dificultar a circulação de celulares roubados ou furtados e, consequentemente, reduzir o interesse criminoso nesse tipo de delito.

Na Serra, a operação reforça ações que já vêm sendo realizadas pela Polícia Civil para localizar aparelhos com restrição e identificar pessoas que estejam em posse de celulares registrados como roubados, furtados ou extraviados.

Cerca de 500 pessoas foram intimadas

A ofensiva desta quarta-feira também funciona como uma nova etapa do projeto Recupera, iniciativa voltada para a localização e devolução de celulares aos verdadeiros proprietários.

No último sábado (15), aproximadamente 500 pessoas receberam intimações para comparecer à Polícia Civil. Os agentes identificaram os aparelhos durante o trabalho de rastreamento de celulares com registros de roubo, furto ou extravio.

Agora, a Polícia Civil procura também pessoas que não atenderam às convocações anteriores.

O objetivo é descobrir como os aparelhos chegaram até os atuais usuários e, quando possível, recuperar os telefones para posteriormente devolvê-los aos proprietários.

Polícia tenta interromper cadeia de receptação

A Polícia Civil aposta no rastreamento dos aparelhos para atingir outra etapa importante do crime: a receptação.

Quando alguém compra um celular de origem criminosa, esse mercado pode estimular novos furtos e roubos. Dessa forma, a investigação procura identificar desde quem pratica o crime até quem recebe, compra ou comercializa posteriormente os aparelhos.

As fiscalizações em lojas também ajudam os investigadores a descobrir possíveis pontos de venda de celulares sem comprovação de procedência.

O que é a Operação Última Chamada?

A Operação Última Chamada começou no dia 10 de agosto e termina nesta quarta-feira (19). A iniciativa reúne forças de segurança de diferentes estados em ações simultâneas contra crimes envolvendo aparelhos celulares.

No Espírito Santo, policiais da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Delegacias Regionais participam das diligências.

As equipes atuam de forma conjunta em investigações, fiscalizações, cumprimento de mandados e recuperação de celulares.

As diligências continuam ao longo desta quarta-feira e novos resultados da operação poderão ser divulgados pela Polícia Civil após o encerramento das ações.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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