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Peixe do juízo final volta a ser encontrado em 2026 e deixa pessoas assustadas com o fim do mundo após aparecer no Brasil

Peixe do juízo final volta a ser encontrado após aparecer no Brasil.
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Peixe do juízo final
Peixe do juízo final volta a ser encontrado após aparecer no Brasil. Crédito: Divulgação
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Um dos peixes mais misteriosos das profundezas do oceano voltou a aparecer em 2026 e provocou surpresa entre banhistas e internautas. Conhecido popularmente como “peixe do juízo final” ou “peixe do fim do mundo”, o animal carrega há décadas uma fama assustadora: uma antiga crença relaciona seu surgimento próximo à costa com terremotos, tsunamis e grandes desastres naturais.

O novo episódio ganhou ainda mais repercussão porque o peixe-remo, nome verdadeiro da espécie, raramente chega vivo até áreas frequentadas por pessoas. Desta vez, dois exemplares apareceram praticamente ao mesmo tempo, aumentando os comentários nas redes sociais sobre um suposto “mau presságio”.

A aparição ocorreu depois de a espécie também ter sido registrada no Brasil nos últimos anos. No entanto, apesar das teorias que voltaram a circular, pesquisadores afirmam que não existe comprovação científica de que o animal consiga prever terremotos, tsunamis ou qualquer espécie de catástrofe.

Peixe do juízo final volta a aparecer em 2026

Os dois animais foram encontrados no fim de fevereiro de 2026 em uma praia de Cabo San Lucas, no México. Turistas que estavam no local se surpreenderam ao encontrar os peixes ainda vivos próximos à areia, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram pessoas tentando devolver um dos exemplares ao oceano. Segundo relatos publicados após o episódio, banhistas se mobilizaram para ajudar os dois animais a retornar à água.

O caso chamou atenção justamente pela raridade. O peixe-remo, cientificamente conhecido como Regalecus glesne, passa grande parte da vida nas profundezas e dificilmente é encontrado por seres humanos perto da costa. A espécie possui corpo extremamente comprido, achatado e prateado, aparência que provavelmente ajudou a alimentar antigas histórias sobre serpentes marinhas.

A National Geographic também destacou a aparição dos dois exemplares em Cabo San Lucas e explicou que encontrar esses animais próximos da superfície é incomum. Em alguns casos, a chegada até a costa pode estar relacionada a animais debilitados ou a alterações nas condições do oceano.

Aparição provoca comentários sobre o “fim do mundo”

A fama assustadora do peixe-remo não surgiu agora. Em diferentes países, especialmente no Japão, histórias antigas passaram a associar o animal a terremotos.

A crença ganhou ainda mais força depois que exemplares de peixes de profundidade apareceram na costa japonesa antes do grande terremoto e tsunami de 2011. Desde então, cada novo registro do peixe-remo costuma gerar uma onda de comentários sobre possíveis desastres.

Por isso, os dois exemplares encontrados em 2026 rapidamente receberam atenção nas redes sociais. Algumas pessoas demonstraram preocupação justamente por causa da fama de “peixe do juízo final”.

Entretanto, a ciência não encontrou evidências de que essas aparições funcionem como aviso de terremotos.

Um estudo divulgado pela Seismological Society of America analisou 336 registros de aparições de peixes de profundidade e 221 terremotos no Japão. Os pesquisadores encontraram apenas um episódio que poderia apresentar alguma relação plausível entre os fenômenos e concluíram que não era possível confirmar a associação.

Peixe do juízo final já apareceu no Brasil

O Brasil também possui registros do misterioso peixe.

Um dos mais recentes confirmados aconteceu em março de 2024, na Praia de Jaconé, em Saquarema, no Rio de Janeiro. Especialistas citaram esse episódio posteriormente ao comentar outros vídeos da espécie que começaram a circular pelas redes sociais.

Em 2025, inclusive, uma gravação viralizou com a informação de que outro peixe-remo teria sido encontrado no Espírito Santo. A história provocou repercussão e chegou a ser reproduzida por páginas e veículos de comunicação.

Porém, o episódio não ocorreu no estado capixaba.

A confusão aconteceu porque o registro estava relacionado à região da Isla Espíritu Santo, no Golfo da Califórnia, no México. Por causa do nome semelhante, publicações nas redes sociais passaram a associar equivocadamente o vídeo ao Espírito Santo brasileiro. Especialistas consultados na época apontaram ainda que as características geográficas mostradas nas imagens não correspondiam ao litoral capixaba.

Assim, o registro de Saquarema, no Rio de Janeiro, em 2024, permanece entre os episódios brasileiros recentes confirmados envolvendo o peixe-remo.

Por que o peixe-remo aparece na superfície?

Encontrar a espécie perto de praias causa estranhamento justamente porque seu habitat fica muito abaixo da região normalmente frequentada por banhistas.

O peixe-remo possui um longo corpo semelhante a uma fita e pode alcançar vários metros de comprimento. O Museu de História Natural da Flórida informa que exemplares da espécie podem atingir cerca de 11 metros, tornando o Regalecus glesne um dos peixes ósseos mais compridos conhecidos.

As razões que fazem determinados exemplares deixarem águas profundas e chegarem perto da costa ainda podem variar. Animais debilitados, correntes marítimas e alterações das condições oceânicas estão entre hipóteses consideradas para explicar alguns episódios.

Isso é bem diferente, entretanto, de dizer que o peixe recebeu algum tipo de “aviso” sobre um terremoto.

Peixe do juízo final prevê terremotos?

Apesar do apelido assustador, não existe comprovação científica de que o peixe-remo consiga prever o fim do mundo, terremotos ou tsunamis.

A relação entre o animal e grandes tragédias permanece ligada principalmente ao folclore e à associação feita posteriormente entre determinadas aparições e eventos sísmicos.

A análise publicada no Bulletin of the Seismological Society of America encontrou pouca relação espacial e temporal entre os registros de peixes de profundidade e terremotos no Japão. Para os pesquisadores, os dados não sustentam a utilização dessas aparições como método de previsão de atividade sísmica.

Mesmo assim, toda vez que o gigantesco peixe prateado deixa as profundezas e aparece próximo a uma praia, sua aparência incomum e a antiga lenda voltam a provocar curiosidade e, para quem acredita na história do “peixe do juízo final”, também uma boa dose de preocupação.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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