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segunda-feira, 06 de julho de 2020

O amor da família para encarar e vencer desafios do autismo

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Vanuzia e Marcelo com o filho Miguel: dieta e acompanhento com especialistas ajudaram o garoto a aprender a ler e escrever. Foto: Fábio Barcelos
Vanuzia e Marcelo com o filho Miguel: dieta e acompanhento com especialistas ajudaram o garoto a aprender a ler e escrever. Foto: Fábio Barcelos

Clarice Poltronieri

Criar e educar uma criança dá trabalho. Mas quando ela é autista, a dedicação dos pais precisa ser ainda maior. E com o avanço do conhecimento e dos tratamentos sobre o problema, é possível dar mais qualidade de vida ao autista e as pessoas que os amam. Os professores Sandra Miguel da Silva e Everaldo Costa descobriram há um ano que seus filhos gêmeos, André e Cauã, de 3 anos, são autistas. A família mora em Vitória, mas Sandra dá aulas em Central Carapina. Ela conta como descobriu o distúrbio.

“Começou com atraso na fala, a escola ajudou no diagnóstico. Ficamos tristes, mas precisamos correr atrás. Não é fácil para quem depende de tratamento da rede pública. Até termos atendimento especializado, demorou. O maior desafio é conciliar a estimulação dos meninos com os afazeres cotidianos, pois um filho especial requer dedicação maior. Eu e meu marido temos redução de carga horária do trabalho, que é essencial. Vemos avanços nos pequenos detalhes, pois a mudança é muito devagar e fazemos uma dieta só com produtos naturais e orgânicos, o que tem mostrado resultado”, relata Sandra.

Vanuzia Miguel da Silva Scarpate e Marcelo Scarpate, de André Carlone, tem o Miguel, 10 anos, que foi diagnosticado aos 4 anos com Asperger, forma mais branda do autismo. Como Miguel é adotivo, teve até quem dissesse que dava tempo de devolver. “Como assim devolver um filho? Amamos nosso filho, independente de como ele esteja”, desabafa.

O diagnóstico demorou. “Foi difícil descobrir, pois ele falava e o exame nada acusou, só no terceiro neuro, recebemos o diagnóstico com alívio, felicidade, pois sabíamos o que tratar. Temos consulta com psiquiatra a cada três meses, ele faz terapia com outros autistas na Apae (Associação de Pais e Amigos Excepcionais)  em Laranjeiras; individual na Amaes(Associação dos Amigos dos Autistas do ES), em Vitória; e reforço no contraturno da escola. Há um ano comecei com a dieta especial e ele evoluiu muito, começou a ler e escrever”, conta Vanuzia, que é irmã de Sandra.

Vanuzia critica o atendimento na rede pública de saúde da Serra.“Quando ele estava em crise, nervoso, agitado, busquei ajuda no Cras, mas não tinha um psiquiatra ou neuro infantil para atendê-lo. Falta um centro com todos os especialistas no mesmo lugar para atendimento imediato. Eles não podem esperar consulta quando estão em crise”, frisa.

Escola tem papel importante no diagnóstico

A neurologista do Hospital Metropolitano, em Laranjeiras, Soo Yang Lee explica quando se deve procurar um especialista. “Quem percebe primeiro, normalmente é o professor. Se tiver algum atraso na fala, na alfabetização, no desenvolvimento ou no comportamento social da criança, hiperatividade ou epilepsia, deve-se levar logo ao neuropediatra ou psiquiatra infantil.

A médica frisou que, apesar do autismo não ter cura, o diagnóstico precoce ajuda a busca por tratamento e melhorar a qualidade de vida do portador e sua família. “Além de atendimento especializado, o autista precisa uma dieta que elimina o glúten, lactose e caseína, que vem mostrando resultados. Autistas não gostam de sair da rotina e precisam de ter seu espaço respeitado”, pontua.

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